Quem mora na cidade de São Paulo sabe que a Cracolândia fica nas imediações avenidas Duque de Caxias, Ipiranga, Rio Branco, Cásper Líbero e a Rua Mauá e sabe também o porquê deste nome.
Com o intuito de beneficiar a área e torná-la atrativa a investimentos privados, abrindo espaços para empresas do setor imobiliário, os governos municipal e estadual lançaram um programa denominado Nova Luz. Desde 2005 há uma intensa luta para promover a reconfiguração e requalificação da área. Assim houve o fechamento de bares e hotéis ligados ao tráfico de drogas e à prostituição, retirou moradores de rua e aumentou o policiamento. Centenas de imóveis foram declarados de utilidade pública, em uma área de 105 mil metros quadrados, e estão sendo desapropriados.
Há 10 dias atrás houve uma invasão na região pelas tropas da Policia Militar. Esta operação está causando uma serie de discussões entre o poder publico e a sociedade civil. É necessário que toda a população discuta essas medidas que a meu ver são ridículas e desprovidas de planejamento e sensibilidade.
A Defensoria Pública de São Paulo criticou em audiência realizada na tarde de quarta-feira, na Câmara Municipal, a ação policial que acontece há mais de uma semana. O defensor Carlos Weis, que acompanha a ação na região, disse enxergar um “descompasso” nas ações policial e de assistência social e de saúde na região.
Em minha opinião não adianta arrancar os usuários de droga do centro de São Paulo e sim fazer um programa em médio prazo para convencê-los a buscar tratamento. A ação deve ser humana e social, não é um problema de polícia, é um problema de saúde e assistência. Os dependentes são pessoas pobres e desarmadas não há sentido usar balas de borracha e bombas de gás.
Uma reportagem do jornal "O Estado de São Paulo" afirma que tanto o prefeito como o governador não sabiam do inicio da operação e que ela foi precipitada, uma decisão do segundo escalão da Polícia Militar e do governo do Estado. As cúpulas da Segurança Pública, Assistência Social e Saúde das duas esferas de governo estavam acertando tudo para que o trabalho começasse em fevereiro, depois da abertura de um centro de atendimento com capacidade para 1,2 mil usuários de drogas na Rua Prates, no Bom Retiro.
O problema deve ser estudado por todos, o que peço às pessoas comuns, como eu, é que não caiam no conto da demagogia com fins eleitoreiros, mas que analisem o problema com segurança, honestidade e conhecimento e cobrem do setor publico uma ação humanista que possa de vez resolver o problema, acabando com o trafico.



3 comentários:
Dan
Na minha epoca, tenho 53 anos os usuarios de drogas eram ricos e a gente quase nao tinha acesso a ela.
Hoje os pobres são drogados. E como fazem pra comprar?
Eu não sei onde vai para os jovens e crianças pobres com esta quantidade enorme de drogas que se acham nas periferias tambem além dos lugares mais desenvolvidos.
Eu nao saberia como resolver este problema, pois tudo é caro desde a propria droga ate o local onde poderiam ser curados.
com amizade e carinhod e Monica
Esse é um grande problema, e meu medo é que essa vontade de tirar os usuários do centro faça com que eles migrem para bairros residenciais ou outros lugares que não estamos acostumados a vê-los. Isso traria muita insegurança para os paulistanos. E tratar do problema de saúde e vício deles que seria o certo, nada né?
Bom fim de semana!!
É uma situação extremamente complicada, que infelizmente nossos políticos não tem a mínima idéia de como resolver.
O que está sendo feito é uma higienização, no pior sentido da palavra, apenas para abrir espaço para "empresários" ligados a políticos lucrarem com o projeto da "Nova Luz".
Se não foram criados centros de reabilitação gratuitos, estas pessoas apenas migraram para outro local e o problema continuará.
Pensando no futuro, se não houver uma conscientização sobre os males das drogas desde a escola, passando pela estruturação das famílias, emprego, moradia, saúde, etc... em breve o problema se tornará ainda maior e sem solução.
Abraço
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