Poucos e Tudo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Segredos...


escondido;
o que se oculta à vista
confidência;
o que a ninguém deve ser dito

sentido oculto de algo
da poesia
conhecido de uns poucos
secreto confidência

rochedo
degredo
enredo
medo
ledo
arvoredo
brinquedo
torpedo
vinhedo
arremedo...
(dda)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Tragédias

"A tragédia está nos olhos de quem observa, e não no coração de quem sofre."
(Ralph Waldo Emerson)

"As tragédias dos outros são sempre de uma banalidade exasperante."
(Oscar Wilde)

"Morrer ignorante sabendo que tinha capacidade de ter sido sábio, isto sim, é uma tragédia humana."

  (William Shakespeare)




Na sexta feira, dia 21 de janeiro, em razão das fortes chuvas que assolaram a cidade de São Paulo, caíram aqui no meu bairro seis árvores, foi uma calamidade total, ruas fechadas, carros em perigo e falta de luz. Eu e Vera fomos a Prefeitura, onde nos informaram que a Defesa Civil já tinha sido avisada e que já estava tudo providenciado. Resultado: estamos esperando até hoje para virem recolher as árvores e galhos espalhados pelas ruas. Voltamos a Prefeitura três vezes. E isso num bairro nobre, onde todas as construções estão dentro da lei e aprovadas pelo poder público. O que quero dizer é que não tem desculpas, as pessoas na região serrana do Rio de Janeiro, foram morar em lugares de risco pois não tinham onde morar, é dever  das prefeituras cuidar e zelar pelo bem estar de seus cidadãos.  Agora reflitam se isso acontece no meu bairro Z1, imaginem em áreas mais pobres e esquecidas. O que é inadmissível é que em todos os anos, temos as mesmas desculpas. Está na hora de enfrentar com mais seriedade o problema e fazer obras que resolvam, não pequenos paliativos e discursos populistas e demagógicos.
É preciso avisar os políticos que todo JANEIRO chove...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Tá Chegando o Dia...

“É preciso levar o aluno a ler o mundo para poder transformá-lo”.
  Paulo Freire





"... O tempo é algo que não volta atrás.
Por isso plante seu jardim e decore sua alma,
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores ..."
William Shakespeare

"Os bons vão ao passo certo;
os outros ignorando-os inteiramente,
dançam à volta deles a coreografia da hora que passa."
Franz Kafka

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Blossom Dearie


Uma cantora de jazz, que não é muito conhecida no Brasil, Blossom Dearie, pianista e compositora, cuja carreira se iniciou nos anos 1940 e continuou até ela parar de se apresentar em 2006. Morreu em 7 de Fevereiro de 2009, aos 82 anos,de causas naturais em sua residência em Greenwich Village. Em 1956, tendo se lançado em carreira solo, assinou contrato com a Verve Records, onde gravou seis álbuns considerados clássicos do jazz vocal.Um de seus albuns mais bem sucedidos,foi o lançado em 1964 “May I Come In?” ,pela Capitol Records, em que gravou a música "Corcovado" de Tom Jobim. Belo disco que tem presença constante em meu aparelho de som. Ela,também, gravou quatro álbuns na Inglaterra e veio a ter presença fixa no Ronnie Scott, clube de jazz local. Em 1974, Dearie lançou seu próprio selo “Daffodil Records”, que relançou diversos de seus discos.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Renascimento do Comércio e das Cidades

As cruzadas tiveram um papel importante para a Europa Central, pois trouxeram um maior contato com aqui seria melhor com pois os europeus entraram em contato com outros povos e civilizações ou fica melhor: entre as regiões onde existiam civilizações que possuíam um estágio cultural e comercial diferente. Assim, aos poucos, o comércio foi reativado, provocando uma nova articulação econômica e social, influenciando o sistema político. Novos costumes e hábitos foram adquiridos pelos europeus provocando a entrada de produtos antes desconhecidos pelos por estes. Esses produtos vinham do oriente, passando pela  Itália chegando até o norte da Europa. Na sua maioria eram produtos de luxo, como: tecidos de seda; porcelanas; tapetes persas; etc; as chamadas especiarias, como: sal; pimenta; orégano; etc., e outros produtos como: armas; objetos de madeira; vinhos; etc.
Duas áreas de comércio foram desenvolvidas na Europa; a primeira, como já dissemos, pelo mar Mediterrâneo, sob o controle das cidades italianas, e a segunda no norte da Europa, na qual formou – se uma poderosa associação de cidades, conhecida pelo nome de Liga Hanseática, que conseguiu estabelecer a exclusividade comercial à região, estendendo depois suas atividades à Inglaterra, Holanda, Alemanha e Bélgica. Assim o comércio, começou a se estender, do sul da Europa, partindo das cidades italianas até o norte, formando um importante polo comercial, criando novas rotas de comércio e as feiras medievais.


As feiras medievais, a partir do século XI, foram importantes locais que agrupavam um número considerável de comerciantes durando, em média, 3 semanas. Nelas eram vendidas desde maquinários até tecidos de seda, especiarias e matérias primas, a serem desenvolvidas, aumentando a produção agrícola. Quase sempre eram montadas nas cidades, que começam a se desenvolver.
As cidades, que nunca desapareceram totalmente na Idade Média, começam também a renascer e a aumentar sua importância. Se localizavam nos feudos e estavam sobre o controle dos senhores feudais, que passaram a proteger os comerciantes, em troca da cobrança de impostos e taxas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Silvia, Lily M e Hugo

Os três amigos do titulo me horaram com novos selinhos, vamos a eles.

Da Silvia e do Hugo:


 e dá Lily





Obrigado aos três!!!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

25 de Janeiro...

Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 1927, Tom Jobim nasceu na mesma data do aniversário da Cidade de São Paulo. Minha homenagem aos dois:

"O dinheiro não é tudo. Não se esqueça também do ouro, os diamantes, da platina e das propriedades."




"Eu sou apenas um pobre amador apaixonado,um aprendiz do teu amor."


"Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz."






Olha as pessoas descendo, descendo, descendo
Descendo a Ladeira da Memória
Até o Vale do Anhangabaú
Quanta gente!
Vagando pelas ruas sem profissão
Namorando as vitrines da cidade
Namorando, andando, andando, namorando
O céu ficou cinza e de repente trovejou
E a chuva vem caindo, caindo, caindo
Prendendo as pessoas nas portas, nos bares
Na beirada das calçadas
Quanta gente!
Com ar aborrecido olhando pro chão
Pro reflexo dos edifícios e dos carros
Nas poças d'água
E pros pingos, pingando, pingando, pingando
Olha as pessoas felizes, felizes, felizes
Felizes por que a chuva que caía agora pouco
Essa chuva que caia agora pouco já passou

Composição: Zécarlos Ribeiro

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

THE KING'S SINGERS: THE BEATLES CONNEXION


O King's Singers é um belo grupo vocal do Reino Unido. Sua fama se espalhou principalmente pela Europa. Por mais de trinta anos vêm encantando audiências por todo o mundo com a extraordinária qualidade das suas vocalizações e incomparável musicalidade. Iniciou suas atividades em 1965, composto por estudantes do King's College de Cambridge. Seu repertório é abrangente e inclui obras antigas, desde o estilo medieval ao renascimento, ao lado de música contemporânea, folk, pop e popular. Este disco que apresento é só com musicas dos Beatles, todas à capela. A vera adora e sempre está em nosso aparelho. Estou deixando uma amostra, divirtam-se...





segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

saudade...



faz as coisas pararem no tempo...
um pouco como fome...
os dias ficaram mais compridos...
não cabe no coração...

eco
disritmia
lembrança
chorando

escorre pelos olhos...
como canção...
dói bastante...
momento que tenta fugir...

eco
disritmia
lembrança
chorando

solidão acompanhada...
certos momentos...
intranquila distância...
é o pior tormento...

disritmia
lembrança
chorando
ausência...


sábado, 15 de janeiro de 2011

São Paulo

Soneto Sentimental à Cidade de São Paulo
Vinícius de Moraes

Ó cidade tão lírica e tão fria!
Mercenária, que importa - basta! - importa
Que à noite, quando te repousas morta
Lenta e cruel te envolve uma agonia

Não te amo à luz plácida do dia
Amo-te quando a neblina te transporta
Nesse momento, amante, abres-me a porta
E eu te possuo nua e frígida.

Sinto como a tua íris fosforeja
Entre um poema, um riso e uma cerveja
E que mal há se o lar onde se espera

Traz saudade de alguma Baviera
Se a poesia é tua, e em cada mesa
Há um pecador morrendo de beleza?

Os caminhões rodando, as carroças rodando,
rápidas as ruas se desenrolando,
rumor surdo e rouco, estrépitos, estalidos...
E o largo coro de ouro das sacas de café!... (...)
Oh! este orgulho máximo de ser paulistanamente!!!
Mario de Andrade - Paulicéia Desvairada

Ronda
Composição: Paulo Vanzolini

De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar
No meio de olhares espio em todos os bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desencantada da vida
O sonho alegria me dá
Nele você está
Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, esta busca é inútil
Eu não desistia
Porém, com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando um dadinho
Jogando bilhar
E neste dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida são joão

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TUTU

 Disco lendário do maravilhoso Miles Davis, de uma técnica e refinamento inimagináveis. Produzido pelo próprio Miles e pelo baixista Marcus Miller é um dos álbuns mais polêmicos e comentados do trompetista, que irritou os puristas do jazz, graças ao uso de baterias eletrônicas e um direcionamento claramente pop. É um tributo ao ganhador do premio Nobel da Paz, o Bispo sul-africano, Desmond Tutu, foi lançado em 1986, em apoio ao grupo anti-segregacionista "Artists United Against Apartheid". Um mosaico de experiências musicais cujo objetivo foi captar a alma do líder sul-africano com a missão de traduzi-la em texturas sonoras alegres, densas e criativas.

LIBERDADE...

“As liberdades não se concedem, conquistam-se.”
     Priotr Kropotkin



“Quem quer, não a liberdade, mas o Estado, não deve brincar de Revolução.”
Mikail Bakunin


“O anarquismo é uma teoria política que defende a criação da anarquia, uma sociedade baseada na máxima -sem soberanos-. Para chegar até lá, os anarquistas consideram que a propriedade privada da terra e o capital que hoje estão em alta, estão condenados a desaparecer: e que todos os meios de produção devem se converter em propriedade comum da sociedade, e serão gestionados em conjunto pelos produtores da riqueza. (…) a meta final da sociedade é a redução das funções do governo ao nada – é dizer, uma sociedade sem governo, a anarquia.”
Rudolf Rocker


"Me pergunto em que tipo de sociedade vivemos, que democracia é essa que temos onde os corruptos vivem na impunidade, e a fome das pessoas é considerada subversiva.”
Ernesto Sábato

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dudu e Despedida

Vem nascendo com tudo
E vem de qualquer jeito
De qualquer lado
De ponta cabeça
Mergulhar para fora
E não há quem contenha seu grito
Que vem na hora exata
Na hora da vida
Se encolhe inteirinho
E chora, chora,
E você vê que é sincero
Ainda que engane, sincero
(Hora da Vida – Luiz Tati)




A Despedida
Durante a noite, Dudu não teve pesadelos com o homem enrugado e a mulher descabelada. Sonhou com o quarto azul, estava brincando com os bichos de pelúcia, com os carrinhos. Pulando em sua cama.
De manhã, ainda estava fraquinho, mas estava mais animado e a enfermeira o deixou ir para o jardim, tomar sol. “Só um pouquinho”.
- Você precisa tomar sol, está muito pálido. Mas não abuse! Volte logo.
Dudu correu um pouco pelo jardim, mas logo se cansou e sentou na grama com o Xande. Eles ainda estavam conversando, até que um dos meninos mais velhos veio com a noticia:
- Pato foi chamado no escritório da Diretoria, a Juíza também está lá.
- Xi! Será que o Pato aprontou mais uma, Dudu?
Deve ter aprontado Xande! Ele vive fazendo das suas, só espero que não seja muito grave, vamos ver no que dá!
Foram todos para perto do escritório da Diretoria, para saber o que o Pato tinha aprontado.
Tanto os mais velhos quanto os mais novos estavam preocupados. O Pato era muito bagunceiro, mas também era amigo de todo mundo. Era ele quem sempre incentivava quem sempre tinha uma palavra de amizade e carinho nas horas difíceis de cada um. Pato também defendia os mais novos,quando via um menino mais velho batendo, sem nem mesmo querer saber porquê. Ele era pau prá toda obra e agora estava lá recebendo alguma bronca ou castigo, talvez até merecido. Mas era o Pato, então era injusto.
Esperaram um tempão. Você já reparou que quando a gente fica nervoso parece que o tempo não passa?
Finalmente o Pato saiu com a Dra. Eleni atrás e para surpresa de todos, não estava chateado nem triste! Estava alegre, muito contente.
- Pessoal vou sair daqui! Vou ficar com uma família. Depois ser adotado! Eu acreditei! Eu consegui!
Naquela mesma tarde a nova família do Pato ia buscá-lo.
Mais tarde ele estava no seu dormitório se aprontando, rodeado por alguns amigos, contando a novidade, dando todos os detalhes, quando o Dudu parou na porta, meio encabulado.
- Não estou incomodando, Pato?
- Oi Dudu, vamos dar uma volta.
E foram andando pelo corredor até chegarem ao jardim onde se sentaram na grama. Pato colocou as mãos no ombro de Dudu. Eram realmente irmãos, não importavam as diferenças, eles eram irmãos; irmãos do abandono, irmãos da intolerância, irmãos da infelicidade, mas também irmãos de travessuras, irmãos de sonhos, irmãos de felicidade. Como irmãos, eram parceiros. Aquele momento era deles, e ninguém podia fazer nada contra.
- Parabéns, Pato! Agora você tem uma família.
- Dudu, continue pedindo. Como te falei você vai ser o próximo!
- Que o “Papai do Céu” te ouça!
- Ele e o “Menino Jesus”. Não perca a esperança!
- Não vou perder. Eu acredito!
Dudu, começou a chorar. Pato lhe deu um beijo e um grande abraço.
Naquela tarde, pela janela do dormitório Dudu viu a família do Pato chegando. Vinham num táxi, que parou no estacionamento do abrigo, eles saíram e caminharam para a sala da direção. Pato já estava lá, esperando.
- Será que o Pato vai ter um quarto azul, Xande?
- O que Du?
- Deixa pra lá! Ele te deixou um abraço.
Da janela os dois viram o Pato na companhia dos novos pais entrando no carro e indo embora.
Os dois estenderam as mãoszinhas e acenaram.
- Tchau Pato!
Depois da partida do Pato, tudo voltou ao normal. O viãozinho corria pelo jardim com uma agitação danada.
“Brum, brum, brum, brum, brum.” Olha ‘vião vai aterrorizar na casa do meu papai, da minha mamãe, perto do Pato, talvez na mesma casa. É o mesmo Menino Jesus, pode ser o mesmo papai e a mesma mamãe. “Brum, brum, brum, brum, brum”.
O Xande sentadinho na grama só observando.
- Esse Dudu, tá louquinho, louquinho!
Antes de dormir, toda noite era a mesma conversa com o Menino Jesus.
E na manhã seguinte tudo de novo:
“Brum, brum, brum, brum, brum”. Olha o ‘vião danado, percorre um lugarzão. Voa por entre as nuvens, vai para qualquer lugar...
- Vem Xande, vem no vião!
Assim o tempo passava, sem grandes acontecimentos...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dudu Fazendo Manha


Dudu, sempre que podia ficava perto do pai e da mãe, mesmo quando Pedro corrigia provas nos finais de semana. Ele colocava seus brinquedos embaixo da mesa do escritório, e ficava lá quietinho para não atrapalhar. Às vezes Pedro parava a correção, colocava – o em cima da mesa, conversava e brincava com ele.
Um dia Dudu chegou da escola, abriu a porta e gritou:
- Mamãe cheguei!
- Na cozinha filho.
Entrou e para sua satisfação lá estava Maria Clara.
- Oi Clarinha, que surpresa legal!
- É Dudu, acabei de entregar um trabalho hoje e sobrou um tempo para ficar com vocês essa tarde.
Ooooooba! Gritou o menino.
- Dudu vá lavar as mãos e venha almoçar, tenho uma aula daqui a pouco. Clarinha vai estudar com você hoje.
- Ta bom mamãe!
Almoçaram, Selma se arrumou para sair. Mas na hora do estudo foi um Deus nós acuda; distração atrás de distração e uma discussão só.
- Ai Maria Clara, não me bate!
- Não estou te batendo, Dudu, mas faz logo essa conta!
- Eu vou contar pro meu pai quando ele chegar!
- Pode contar, mas agora deixa de manha, e faz a lição. Você não quer aproveitar esse dia lindo e ir brincar um pouco?
Selma chegou, ouviu a discussão.
- O que está havendo Dudu?
- A Maria Clara está me batendo, mamãe.
- Não está não Dudu! Faz essa lição logo, senão você vai ficar de castigo!
- Vocês duas são contra mim, quando meu pai chegar vou contar tudo pra ele!
- Deixa de manha menino, se você não obedecer a Maria Clara e não acabar essa lição até eu voltar aqui, você vai se ver comigo!
O menino ficou quieto, pegou o lápis, olhou para Maria Clara, tirou suas duvidas com ela e acabou sua lição.
Selma voltou viu a lição pronta deu um beijo nos dois.
- Está vendo filho, não é melhor fazer tudo direitinho do que ficar brigando. Olha que lição linda!
- Ah mamãe! É que a Clarinha é muito brava.
- Não sou não! Você que estava chato, confesse.
- Verdade Clarinha, desculpe. Posso ir brincar agora?
- Pode meu filho.
Brum brum brum brum brum”os bracinhos abertos, olha o vião percorre um lugarzão...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Anarquismo/Liberdade



O Anarqusmo é baseado na rejeição de qualquer tutela governamental, para ele o Estado é a origem de todos os males. Seus teóricos também acreditam que a propriedade privada é um roubo.
Como forma de organização temos o anarco – sindicalismo que reclama para os sindicatos a gestão dos negócios econômicos sob controle direto dos trabalhadores.
Não devemos pensar na palavra Anarquismo como sinônimo de bagunça, desordem. Por incrível que pareça anarquia não é bagunça, muito menos tem haver com ordem, a palavra vem do grego e indica ausência de governo.
Os anarquistas pensam no indivíduo, sem representantes, sem delegações, produtor em sociedade. Eles visualizam uma nova sociedade sem injustiças, para isso defendem a destruição de todas as formas de opressão como o Estado, a propriedade privada, indicando os meios, que só podem ser revolucionários.
Entre os principais representantes do anarquismo temos: Mikhail Bakunin, Piotr Kropotkin e Pierre Proudhon.

"No sentido comum, a anarquia sempre foi o caos, a desordem. A palavra transformou-se em sinônimo de bagunça e os cronistas e historiadores de hoje jamais lograram repor o significado veraz de um passado glorioso e, no mínimo, construtivo. Por paradoxal que pareça, anarquia não é bagunça, muito menos ordem. Mas não é com apenas uma pequena dose de purgante que se limpam quase dois séculos de distorções acumuladas na cabeça dos homens e alimentadas dia a dia. Também, não há dúvida, foram os próprios anarquistas a colaborar para a imagem que se faz dela; como nunca quiseram tomar o poder, é óbvio que jamais iriam fazer de suas representações as imagens oficiais na mente dos homens."
(Caio Túlio Costa. O Que é Anarquismo, São Paulo, Editora Brasiliense, Coleção Primeiros Passos 11ªedição, 1986.)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Caio Padro Jr/Homem e Historiador de Visão

Caio da Silva Prado Junior nasceu na cidade de São Paulo em 11 de fevereiro de 1907, pertenceu a uma das mais ricas e influentes famílias de São Paulo, cuja importância e fortuna remontavam aos tempos coloniais. Vivenciou toda a efervescência política, social e cultural no Brasil, durante as décadas de 20 e 30. Iniciou suas atividades políticas ingressando no Partido Democrático (1928). Participou ativamente da Revolução (1930) e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro. Fez uma viagem de estudos à União Soviética (1933) e publicou um livro de viagens, URSS, um novo mundo (1934). Assumiu a vice-presidência da Aliança Nacional Libertadora, motivo por que foi preso (1935) por dois anos. Exilou-se na Europa (1937-1939) e de volta ao Brasil (1940), lançou sua obra mais importante: Formação do Brasil Contemporâneo (1942) um clássico da historiografia brasileira, discorrendo sobre a formação histórica do Brasil. Faleceu em 23 de novembro de 1990, aos 83 anos.



Complementam-se assim os três elementos constitutivos da organização agrária do Brasil colonial: a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo. Estes três elementos se conjugam num sistema típico, a ‘grande exploração rural’, isto é, a reunião numa mesma unidade produtora de grande número de indivíduos; é isto que constitui a célula fundamental da economia agrária brasileira. Como constituirá também a base principal em que assenta toda a estrutura do país, econômica e social.(...)
(...) “Não fosse por consideração de simples ordem na exposição, deveria ter-me ocupado da mineração logo depois da grande lavoura. É que participa do mesmo caráter econômico desta última e pertence à mesma categoria. Ambas se destinam à exploração de produtos que têm por objeto unicamente a exportação (…) A indústria mineradora no Brasil nunca foi além, na verdade, desta aventura passageira que mal tocava um ponto para abandoná-lo logo em seguida e passar adiante. E é esta a causa principal por que, apesar da riqueza relativamente avultada que produziu, drenada aliás toda para fora do país, deixou tão poucos vestígios, a não ser a prodigiosa destruição de recursos naturais que semeou pelos distritos mineradores, e que ainda hoje fere a vista do observador; e também este aspecto geral de ruína que em princípio do século passado Saint-Hilaire notava consternado, e que não se apagou ainda de todo em nossos dias.”
Caio PRADO JÚNIOR . Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo : Martins, 1942

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Cana de Açucar


A atividade produtiva escolhida para a colonização do Brasil foi a cana de açúcar, por dois motivos: primeiro por ser um produto que tinha mercado na Europa e segundo por se dar bem no solo brasileiro, principalmente no nordeste, rico em solo de massapé propicio para a plantação.
O açúcar era um produto conhecido pelos europeus desde a Idade Média, suas técnicas de plantação foram introduzidas no século VIII, pelos árabes. Com o advento das cruzadas, a partir do século XI, e o conseqüente renascimento do comércio, sua procura foi aumentando até atingir seu ápice no século XV. Os portugueses iniciaram sua produção em diversas ilhas do Atlântico, por eles conquistadas, como: Açores e Madeira, adquirindo conhecimentos sobre seu plantio. Essa produção já era financiada pelos holandeses, que passaram a controlar sua distribuição em toda a Europa.
No Brasil as primeiras mudas são trazidas por Martim Afonso de Souza em 1530, que inicia a experiência de sua plantação em São Vicente, no litoral de São Paulo. Em razão de clima e solo está produção não progrediu. Uma nova experiência foi feita pelo 1ºgovernador geral, Tomé de Souza, no nordeste, na área em que a produção se desenvolveu, principalmente em Pernambuco e Salvador. No final do século XVI, encontramos na região aproximadamente 120 engenhos, graças as condições climáticas, um solo bom, proximidade da região com a metrópole e a distribuição de grande propriedades de terras, por parte do governo português, sob regime de sesmarias. Essas terras eram pertencentes ao rei que as distribuías a pessoas de confiança, que tinham condições de administrar a terra e comprar escravos, neste sentido visava a produção da cana em grande quantidade para dar lucros rapidamente.
Entre os séculos XVI e XVII a cana – de - açúcar foi o maior produto da colônia brasileira, mas isso não quer dizer que era o único, em torno desta produção se desenvolveram outras atividades, algumas para a subsistência dos colonos, outras para a comercialização, : para serem trocadas por escravos, vindos da África. Nas regiões de Cachoeira, no Recôncavo baiano e em São Cristóvão, no Sergipe, encontramos pólos produtores de tabaco, importante para ser trocados pelos escravos africanos. A pecuária desenvolvida no interior do nordeste era importante para o consumo de carne nas áreas produtoras de cana.



A Escolha do Açúcar e Outros Produtos Coloniais.
"A escolha do açúcar era amplamente justificável no momento em que se buscava a solução para a efetiva ocupação do Brasil. Portugal já possuía experiência em sua produção; dispunha de contatos co¬merciais que permitiam a colocação do produto no mercado europeu; seu relacionamento com o mundo financeiro de então, principalmente com banqueiros genoveses e flamengos, abria lhe linhas de crédito para os investimentos básicos; o Brasil possuía terras em abundância e o açúcar poderia, aqui, ser produzido em larga escala.( ... )
( ... )A razão de ser da Colônia, nos dois primeiros séculos, era a exportação do açúcar, mas em torno dela desenvolveram se outras atividades, fornecendo os produtos de subsistência, provendo o comércio local e o escambo de escravos.
A produção, no Nordeste, estava ordenada pela possibilidade de exportação. Em primeiro lugar, é claro, figurava o açúcar. 0 tabaco, essencial para o tráfico negreiro, foi cultivado desde o final do século XVI. A área central do cultivo, na Bahia, era a de Cachoeira, no Recôncavo, e mais ao norte Montegordo, Torre, Rio Real e São Cristóvão de Sergipe del Rei. Cerca de 90% da produção provinha dessas regiões.
Como o açúcar, o tabaco era uma agricultura baseada no trabalho escravo e consolidada em lati¬fúndios. Dentro da hierarquia social, porém, o plan¬tador de tabaco não dispunha de prestigio e poder, como os senhores de engenho.
A pecuária foi outra importante atividade ligada ao mundo açucareiro. 0 gado bovino era indispensável ao trato das lavouras e dos engenhos, principalmente para o transporte de cana e de lenha. A criação de gado fornecia, além do transporte, força motriz para as moendas mais simples e alimento para a população".
(Vera Lúcia Amaral Ferlini. A Produção de Açúcar – Séculos XVI a XVII. São Paulo, Editora Brasiliense, Coleção Tudo é História, 1984. ) 


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Felicidade


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa

domingo, 2 de janeiro de 2011

Vamos Ver o Mar



extensão de água salgada
entre a costa e ilhas
encravada
massa continental

imensidade
dimensões
apresenta flutuações
abismo

Quero ver o mar...
Sentir toda vez seu cheiro...
Catar sais de dor...
Penetrar no imenso labirinto...

espaço marítimo
mar territorial
adjacente a costa
onde tudo corre bem

flutuação
predomínio
vida
espreitar...