Poucos e Tudo

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dois Selos



Ganhei mais dois selos:
O primeiro de minha amiga Junia do
Vintage Blog.



Funciona assim: Escolho dez amigos para declarar a minha amizade e os nomeio num post.
Em seguida visito os seus blogs e comunico a nomeação. Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente. Não há prêmios, apenas a nossa declaração sincera de afeto.
Quer prêmio melhor que esse?
Os meus indicados são:


1 - A Balestra
2 - A Torre Mágica
3- Canto de Contar Contos
4 - Cuccioli
5 - EducaFórum - o blog
6 - Efigênia Coutinho e sua Poesia
7 - ELA ERA EU EU ERA ELA
8 - Eucaliptos Na Janela
9- Filhos Adotivos
10 - Viver é afinar o instrumento...

O segundo do meu amigo Douglas do HiStO é HiStÓrIa.





Selo HiStO é HiStÓrIa é para aqueles blogs que fazem história de verdade ... é um selo oferecido aquelas pessoas que fazem com amor e carinho aquilo que gostam e que tem uma paixão em conhecer o seu mundo, o mundo do outro, o mundo de hoje e o mundo de ontem.
As regras são:
Deve indicar 5 (cinco) pessoas;
Sempre postar o link da origem do selo.

Blogs indicados:

1 - Cinema - Filmes e Seriados
2 - nosságora
3 - Ponderantes
4 - Vítima das Quintas
5 -ÁFRICA EM POESIA



terça-feira, 24 de novembro de 2009

"...um menino de balão..."


...lembrei daqueles balões que são vendidos nos parques, portas de restaurantes e feiras...
meu pai sempre comprava um para mim: “segura firme, se não ele voa alto, alto e eu não vou conseguir pegar”, falava com sua voz firme e grossa...
uma criança, um balão...
quanta imaginação...
o balão flutua e viaja, por um caminho infinito, a gente perde a realidade, acompanhando seu vôo...
quantas vezes quis voar junto, dependurado no balão...
viajando pelo mundo...
conhecendo novos lugares...
quantas vezes sonhei em não estar mais aqui e virar um menino de balão...
a emoção de se arriscar...
ver o que acontece, a graça da vida...não saber o rumo...
viajar e se perder em aventuras...
isso torna a vida emocionante e feliz...
crianças são mestres em sonhar...
cor de arco-íris...
cor de paz...
com ele sentir a vida...
voar...
criar...
passear...
as flores e as árvores...
os montes...
sol e lua....
balões de gás...
nem nome damos a eles...

lembrei da alegria que era...
pai deu um balão...
voei com ele...


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Algo Terrivel Em Mente

"Meu pai tentava tornar nossas férias mais divertidas, levando-nos para brincar no novo supertobogã. Russell, que ainda era muito pequeno ficava com minha mãe. Um dia dia Ron, Stan e eu estavamos brincando numa cabana vizinha, ela nos chamou de volta imediatamente, aos gritos. Lá dentro, fui repreendido porque estava fazendo muito barulho. Como puniçao não pude ir com meu pai e meus irmãos ao supertopogã...Sabia que minha mãe tinha algo terrível em mente. Assim que eles saíram, ela me mostrou uma das fraldas sujas de Russell, esfregando- a na minha cara... Depois do que pareceu ser uma hora, minha mãe se ajoelou ao meu lado e disse numa voz suave "Coma Isso".
Trechos do livro "Uma Criança No Inferno" de Dave Pelzer , Prestigio editorial, que eu recomendo. Mas vou avisando essa mãe faz muita maldade e a história é real.


Sobre Crianças

As crianças nascem com capacidades tanto psíquicas como corporais extraordinárias, têm uma enorme flexibilidade, apresentam um ótimo sentido auditivo e visual, uma energia considerável e o dom precioso da sua ilimitada imaginação.
Divertir-se infantilmente, entreter-se em jogos de crianças, recrear-se, folgar, agitar-se alegremente, foliar, saltar, pular, dançar... Ufa!!! Tudo isso está no dicionário como sinônimo da palavra brincar. Cá pra nós, nem precisava ter tantos significados, para resumir bastava dizer que brincar é ... bom demais!
Eles não gostam de ser chamados "crianças de rua", esses meninos e meninas, muitas vezes pequenos, que vivem, ou melhor, sobrevivem em ruptura total com suas famílias, nos despejos de lixo, nas rodoviárias ou embaixo dos viadutos da maioria das grandes cidades do Terceiro Mundo. Eu não duvido nem um instante que eles encontrarão uma outra palavra, uma palavra deles para identificar-se. O certo é que eles existem. E se não formos totalmente insensíveis, desejaremos fazer alguma coisa para ajudá-los.

Jogos e Folguedos: Maria Mulata


Aos coros infantis
Sempre preferia
Os jogos de Maria
Mexendo os quadris.
- Maria, levanta a saia
Maria, suspende o braço
Maria me dá um cheirinho
Do capim do teu sovaco.
Maria sempre tinha
Dó de mim.
- Bento-que-obento-frade
-Frade!
Na boca do forno
Eu e Maria.
- Tá quente, Maria...
(Maria estava sempre quente)
- Pique, Maria...
(E a luta arfante, umida, silenciosa)
Dou-lhe uma
Dou-lhe duas
Dou-lhe três...
(Vinicius de Moraes)

Lembrando Gonzaguinha

Moleque
Composição: Gonzaguinha


No tiro, estilingue, bodoque
O teço, o toque, o coque
No quengo, na nuca, cabeça
De qualquer caraça avessa,
Qualquer caratonha fechada,
Azeda de feia zangada,
Que mexa, chateia, me bula,
Pra ver quanto alto sapo pula
Pedra vai levar.

Ah! Moleque se um dia eu te pego
Erva daninha, estrepe
De ripa, marmelo te esfrego
Moleque vem cá moleque
Moleque vem cá moleque
Não, não eu não vou lá.
Vem me pegar, eu quero ver.


De mão, de pé, pau cajado
Na tapa, na briga me acabo,
Revolvo, reviro, decido,
E mesmo no ganho ou perdido,
Me amigo ao meu amigo inimigo,
Me livro do mau e do perigo,
De bicho pelado que trança
Idéias de uma vingança,
Que é pra me cuidar.


Ah! Moleque se um dia eu te pego
Erva daninha, estrepe
De ripa, marmelo te esfrego
Moleque vem cá moleque
Moleque vem cá moleque
Não, não eu não vou lá.
Vem me pegar, eu quero ver.

Fruto gostoso, desejado,
Lua, vizinho, cuidado,
Cercadura,
arame rela
Rosto, rosa, luz, janela
Siu, assovio, voz rouca,
Beijo estalado na boca
Depois a corrida abraçado
No peito o gosto de um amor roubado
Que é só pra provar.


Ah! Moleque se um dia eu te pego
Erva daninha, estrepe
De ripa, marmelo te esfrego
Moleque vem cá moleque
Moleque vem cá moleque
Não, não eu não vou lá.
Vem me pegar, eu quero ver.

No medo, não tremo, não corro,
Avança, me lanço, estouro
Valente, eito combato,
E ao mesmo tempo me trato
Covarde na sabedoria
Que ergue, cresce, se cria
Só na hora boa e precisa
E corta o mal bem onde enraíza
Que é pra voltar.Ah!

Moleque se um dia eu te pego
Erva daninha, estrepe
De ripa, marmelo te esfrego
Moleque vem cá moleque
Moleque vem cá moleque
Não, não eu não vou lá.
Vem me pegar, eu quero ver.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Encontrados

Os meninos Filipe e Gustavo, foram encontrados. Depois de me interar nos acontecimentos, contarei a História.
Obrigado a todos que ajudaram.

domingo, 15 de novembro de 2009

Filipe e Gustavo - Desaparecidos

Por favor ajude.

O Gustavo e o Filipe são irmãos, os dois estavam no lançamento do "Casa das Fadas", são meninos bons e inteligentes. O Gustavo fez algumas ilustrações para o livro.
É Necessário sua ajuda,
Abraços,
Dan








Essas duas crianças estão desaparecidas desde sábado à noite (dia 07/novembro). Seus nomes: Filipe (13 anos) e Gustavo (9 anos). Passem essa mensagem a todos que puderem. Por favor publiquem em seus blogs.

Henrique VIII e Marquês de Pombal - Uma Comparação


Na Inglaterra, após a Guerra dos Cem Anos contra a França, ocorreu um longo período de conflito interno denominado Guerra das Duas Rosas. Durante 30 anos, duas famílias da nobreza; os Lancaster e os York disputaram o trono. Esse conflito só terminou com a subida ao poder de Henrique Tudor que tinha grau de parentesco com as duas famílias.
No reinado de seu filho Henrique VIII o Absolutismo inglês começa a se consolidar. Utilizando de um problema pessoal, seu divorcio, Henrique VIII aproveitou para aumentar seu poder pessoal.
O rei era casado, com Catarina de Aragão, sobrinha do imperador do Sacro Império, Carlos V, como não tinham filhos homens, apenas uma mulher, Maria Tudor, e a rainha era mais velha que ele, Henrique VIII, pediu seu divorcio, para casar com uma jovem cortesã inglesa, Ana Bolena.
Como o imperador Carlos V era aliado do papa na luta contra Lutero, este não quis entrar em choque com ele, inconformado Henrique VIII, com ajuda do Parlamento inglês, rompeu com o papa em 1534, através do Ato de Sucessão. Este documento dava ao rei a chefia da Igreja na Inglaterra. O rei confiscou os bens da Igreja Católica, passado – os para o Estado. Logo depois se casou com Ana Bolena. Estava sendo realizada a Reforma Religiosa na Inglaterra, a nova Igreja vai se chamar Anglicana, esta obra reformista só vai ser completada no reinado Elizabeth I filha de Henrique VIII. Junto com a Reforma Religiosa o rei aproveita para aumentar seu poder pessoal.
Portugal foi o primeiro Estado Absolutista a ser constituído na Europa, unido sobre a dinastia de Borgonha em 1139, mas só em 1383 com a subida ao trono da dinastia de Avis é que o absolutismo se consolida.
O Marques do Pombal governa Portugal no século XVIII, enquanto Henrique VIII governa a Inglaterra no século XVI. São momentos históricos diferentes. Henrique VIII tratou de aumentar seu poder pessoal dando as bases do Absolutismo inglês, enquanto o Marques como primeiro ministro do rei D. José, tratou de manter o regime e de melhorá-lo já que no século XVIII o absolutismo passou a ser questionado.
Marquês de Pombal é o nome com que ficou conhecido Sebastião José de Carvalho e Melo, político e verdadeiro dirigente de Portugal durante o reinado de José I, o Reformador. Nasceu em Lisboa no dia 13 de maio de 1699. Estudou na Universidade de Coimbra. Em 1738, foi nomeado embaixador em Londres e, cinco anos depois, embaixador em Viena, cargo que exerceu até 1748. Em 1750, o rei José nomeou-o secretário de Estado (ministro) para Assuntos Exteriores.
Quando um terremoto devastador destruiu Lisboa em 1755, Pombal organizou as forças de auxílio e planejou a reconstrução da cidade. Foi nomeado primeiro-ministro nesse mesmo ano. A partir de 1756, seu poder foi quase absoluto e realizou um programa político de acordo com os princípios do Século das Luzes ou Iluminismo. Aboliu a escravidão, reorganizou o sistema educacional, elaborou um novo código penal, introduziu novos colonos nos domínios coloniais portugueses e fundou a Companhia das Índias Orientais. Além de reorganizar o Exército e fortalecer a Marinha portuguesa, desenvolveu a agricultura, o comércio e as finanças, com base nos princípios do mercantilismo. No entanto, suas reformas suscitaram grande oposição, em particular dos jesuítas e da aristocracia.
Quando ocorreu o atentado contra a vida do rei em 1758, conseguiu implicar os jesuítas, expulsos em 1759, e os nobres; alguns destes foram torturados até morrer. Em 1770, o rei lhe concedeu o título de marquês. Depois da morte do rei José I, foi condenado por abuso de poder. Expulso da Corte, retirou-se para sua propriedade rural em Pombal, onde faleceu no dia 8 de maio de 1782.

sábado, 14 de novembro de 2009

Adoção

- Você é bonitinho, nunca roubou, sempre morou aqui, tem 5 anos. Rapidamente aparece alguém prá te adotar.
- Você acha Pato? Queria tanto!
- Claro Dudu!
- Ter uma caminha gostosa, uns colinhos fofinhos, ganhar um monte de beijinhos. Alguém que me chame de filho. Preciso de uns pais, ser filho de alguém. Não seria bom?





Crianças precisam viver na harmonia, sentir-se amadas. Não importa a idade. Pense: em algum abrigo existe alguma criança que precisa de você. Alguma criança com olhinhos singelos, que vai te seduzir.





- Dudu, não se zangue comigo, mas posso perguntar uma coisa?
- Pode Matheus?
- Como é ser órfão?
- Ah Matheus é muito triste, você não tem ninguém e fica imaginando como séria ter um papai uma mamãe, um quarto seu. Eu imaginava um quarto azul, que vi uma vez numa revista. A gente fica muito sozinho, sem amor, às vezes perde até a esperança. Pensa que ninguém te quer.
- Puxa Du!
- O pior Matheus, são os feriados, os sábados, os domingos. Você fica na porta do abrigo vendo varias crianças passeando com seus pais e você lá abandonado.
- Meu amigo não queria fazer você chorar!
- Não tem importância Matheus, meu pai acha que eu não posso esconder meu passado e que nós estamos construindo uma relação de confiança.
- Dudu eu gosto muito de ser seu amigo!

"Casuarina"




Passeando pela FNAC no sábado passado, achei esta jóia rara que vale a pena para todos que gostam de MPB e de um bom samba.
Sambas tradicionais de grandes compositores, interpretados de forma bonita e moderna. Procure conhecer.






sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Sementinha"





- Como é boa a hora do recreio!
- Como são boas as férias, Celinha! Falta só essa semana e depois farra!
- Ih Ricardo! Quer saber? Não vejo a hora das aulas começarem de novo!
- Sonia deixa de ser chata! As aulas nem acabaram ainda e você quer que elas comecem de novo! Vou aprontar com você!
- Não Ricardo!
- Então não fala besteira!
- É que vou sentir saudades de vocês.
- Ah, mas nós podemos nos encontrar nas férias. Eu não vou viajar. Meu pai e minha mãe estão com muito serviço.
- Que pena Ricardo!
- Não é não Sonia fico com minha mãe. Você vai viajar?
- Vou prá Ribeirão Preto, minha terra, visitar a família.
- O mês todo?
- Duas semanas.
- Que bom! Vamos poder nos encontrar! Você vai viajar Elisa?
- Vou pra Minas com meus pais, só por uma semana!
- Eu só visitar meu avô, em Taubaté e volto logo, Ricardo.
- Oba Celinha, vamos estar todos aqui.
- E o JJ, Ricardo?
- Acho que não vai viajar! Não sei direito!
- Por falar nisso, onde ele está?
- Ih, não sei Elisa, esse menino está meio avoado ultimamente! Só fala do Beatles.
- Olha ele lá, vem vindo para cá! Oi JJ onde você estava?
- Na classe, Celinha, pensando um pouco!
- Não falei, ele tá avoado!
- Pensando no que?
- Nas minhas notas, na musica dos Beatles e no Sementinha, Celinha.
- Quem é o Sementinha?
- Meu irmãozinho, que ainda ta na barriga da minha mãe.
- Seus pais vão ter outro filho, JJ?
- Vão sim Elisa!
- Por isso você tá avoado! Uma criança nova perturba a vida da gente.
- Ricardo, não fala assim!
- Falo sim Elisa, irmão mais novo só serve pra atrapalhar!
- Também acho! Não estou gostando nem um pouco desta idéia!
- Dá logo uma surra nele JJ, para saber quem manda!
- Ricardo que conselho louco!
- Não é não Sonia! Ter um irmão é uma porcaria. Eu sei o que passei quando a Clarissa nasceu. E até hoje, aquela chata vive me enchendo.
- Ricardo não posso fazer isso! Conversei muito com meus pais e prometi a eles que ia ajudá-los a cuidar do Sementinha e que não ia ter ciúmes. Eles falaram que vão me tratar do mesmo jeito e que nada vai mudar.
- Você está procurando responsabilidade!
- Isso eu já tenho Ricardo; arrumar o quarto, fazer as lições, estudar. Isso todo nós temos.
- É verdade JJ, nós dois somos meninos responsáveis.
- Você vai ver JJ, vai adorar seu Sementinha e vai ajudá-lo muito.
- Espero Sonia. Gostaria que ele fosse uma criança legal.
- Então você não vai viajar nas férias?
- Não Elisa, vamos ficar por aqui!
- Que bom JJ, podemos nos encontrar nas férias.
- Legal Celinha!
- Olha o sinal gente, vamos entrar para classe...

Virei Vítima da Quinta...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Absolutismo


A Idade Média, segundo os historiadores, ocorreu se entre os séculos V e XIV, onde predominou na Europa Ocidental o Feudalismo. Entre os séculos XI e XIV este momento histórico, começa a se transformar, houve um grande aumento da população e ocorreu o renascimento do comércio e das cidades.
O século XIV, na Europa foi o caos: muitas guerras, muitas revoltas, para não contar com a peste negra, aonde pessoas morriam da noite para o dia, famílias inteiras eram aniquiladas, foi um momento negro na História do Ocidente, que desestruturou a Idade Média de vez, inaugurando uma nova época na vida dos povos europeus.
O século XV é um século de mudanças, inaugurou um novo período histórico na Europa ocidental: a terra tão importante na Idade Média, perde parte de seu valor, as relações de dominação e exploração vão mudando. Esta sendo inaugurado um novo momento na História, que se denominou chamar de Idade Moderna ou Modernidade.
Como todo período histórico, a modernidade possui uma série de características e momentos importantes.
O mundo moderno em vários aspectos constituiu uma negação ao mundo medieval, culminando em seu oposto, embora ainda conservando algumas de suas características. O processo histórico é lento e gradual, as transformações não acontecem por completo da noite para o dia. Assim podemos chamar a Idade Moderna de um período de transição. Foi o momento de consolidação dos ideais de progresso e desenvolvimento, que reforçou o pensamento racionalista e individualista.
Na Idade Média o rei não tinha muito poder, este estava nas mãos dos senhores feudais que mandavam em seus feudos, sendo, nestes locais mais poderosos do que o rei. É o que chamamos de poder local. A partir do Renascimento do Comércio, apareceu na Europa uma nova classe social, a burguesia, Ligada a atividade mercantil, logo passou a reivindicar algumas mudanças: era necessário unificar o reino.
A partir do século XV, os reis tornam – se absolutista, isto é, centralizam o poder em suas mãos Com ajuda dos nobres e dos burgueses, eles formam os Estados Nacionais, que tem as seguintes características: centralização e unificação administrativas; formação de uma burocracia, isto é um grupo de pessoas especializadas nos negócios administrativos; formação de um exercito nacional; unificação monetária e dos impostos e justiça real. Os reis passam a exercer a autoridade máxima perante a nação.
O rei passa a possuir muito poder, mas esse poder não é ilimitado, ninguém governa sozinho, eram ajudados por seus ministros, homens de confiança. Por outro lado, o Estado absolutista, dependia dos impostos e dos recursos gerados pelo comércio, sendo o progresso e o desenvolvimento das atividades mercantis fatores para sua preponderância e opulência. Assim os cargos do governo eram mantidos por representantes da burguesia em conjunto com os tradicionais elementos da nobreza. Nenhum dos Estados absolutos pôde jamais dispor segundo o livre arbítrio da liberdade e das propriedades fundiárias da nobreza e da burguesia, nem conseguir tão pouco levar a cabo a centralização administrativa ou a unificação política. De fato a monarquia absoluta no Ocidente foi, portanto, sempre duplamente limitada: pela persistência de corpos políticos tradicionais colocados abaixo dela e pela presença de uma lei moral situada acima. Por outras palavras, a dominação do absolutismo exerceu se, no fim de contas, necessariamente nos limites das classes cujos interesses ele preservava.

Para justificar este poder muitos teóricos da época preocuparam – se em mostrar que o poder real era legitimo. Homens como Jean Bodin, Jacques Bossuet, Thomaz Hobbes e Nicolau Maquiavel, mostraram em suas obras, o direito divino e social do rei em governar.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muro de Berlim


9 de novembro de 1989 - Data Histórica - Queda do Muro de Berlim

Adeus Vergonha!!






A queda do socialismo na União Soviética, vai mudar toda a face do leste europeu, ele foi implantado à força sob a orientação da URSS. Com a crise soviética, os movimentos contrários a esse socialismo ganharam força, países como a Polônia, Hungria e Bulgária, foram palcos de muitos movimentos, que levaram à transformação do regime, tirando os Partidos Comunistas, sob orientação soviética do poder, estabelecendo nos anos de 1989 e 1990, eleições livres.
A Alemanha era um país dividido em dois, a parte capitalista chamada de Alemanha Ocidental ( RFA )e a parte socialista, chamada de Alemanha Oriental ( RDA ), separadas pelo Muro de Berlim.Com as reformas de Gorbatchov o povo da RDA saiu às ruas, reivindicando liberdade democráticas e um padrão de vida igual ao da RFA, que foi conseguido através da abertura política permitida pela URSS, assim o povo derrubou o Muro de Berlim, em 1989. Em 1990 as duas Alemanhas se uniram reunificando novamente o país.





"Mon Coeur À Toi!"

sábado, 7 de novembro de 2009

Palma/Anselmo/Promessas

Anselmo Duarte foi o único diretor do cinema brasileiro a ganhar a Palma de Ouro em Cannes, pelo filme "O Pagador de Promessas", que também concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Minha homenagem a Anselmo Duarte, Salto, 21 de abril de 1920 - São Paulo, 7 de novembro de 2009.








sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Por Que Me Chamo João?

- João vem cá!
- Que é mãe!
- Olha essa foto.
- O menino sou eu, mas esse nenê feio não sei quem é!
- Oh João! Até que o nenê é bonitinho!
- Cara de cotovelo!
- Tá bom! Você tem razão ele é muito feio mesmo.
- Mãe não me lembro desta foto! Nem desse cara de cotovelo.
- Foi tirada há muito tempo.
- Não mãe eu tenho o mesmo tamanho na foto.
- Não tem não, veja direito!
- Mãe esse menino não sou eu! É parecido, mas não sou eu!
- Não seu bobo! É o Paulo, com sua idade, 11 anos.
- Quer dizer então...
- Que o cara de cotovelo é você.
- Oh mãe até que eu era bonitinho!
- Foi você que falou.
- Quantos anos eu tinha?
- Dois anos, essa foto foi tirada no dia de seu aniversário.
- Eu nem sabia!
- São meus dois filhos. E os dois lindinhos.
- Hum, não gosto muito de eu nenê. Prefiro assim.
- Eu gosto de qualquer jeito.
- Para mãe! Para de me beijar.
- E cócegas posso fazer?
- Não, mãe para! Que graça tem?
- Antes você gostava!
- Gostava não! É que eu não reclamava.
- Hum tá bom! Eu acredito.
- Mama, por que me chamo João?
- Ih filho, é uma longa história.
- Conta para mim!
- Sabe, quando o Paulo tinha dois anos, eu e seu pai achamos que estava na hora de ter um outro filho.
- Eu!
- Ainda não era você. Nós tentamos, tentamos, mas nada aconteceu. Eu não engravidava de novo.
- Puxa e eu não nascia!
- É! Fomos consultar especialistas, mas nenhum de nós tinha problemas. E a coisa foi indo e você não nascia.
- Sou preguiçoso!
- Aí tiramos da cabeça.
- Puxa esqueceram de mim!
- Não, só deixamos de pensar.
- Eu fiquei pra escanteio!
- Depois de muito tempo, o Paulo já tinha 8 anos, comecei a passar mal, sentia uns enjôos, mas fiquei quieta e não falei nada pro papai.
- E aí eu nasci!
- Espera tem mais!
- Puxa mãe, está história tá muito comprida!
- Espera pra nascer, safado! Não falei para ninguém e assim foi por uma semana, os enjôos iam e viam.
- Puxa mãe! Você aquentou todo esse tempo?
- Eu não sabia que você estava na minha barriga, achava que não teria mais um outro filho. Assim tomava uns remedinhos e melhorava.
- Hum!
- Aí numa segunda feira, que era feriado, papai saiu com o Paulo para ir num parquinho perto da casa onde morávamos, eu estava muito enjoada, não fui. Quando chegaram, seu pai ainda fez um churrasco e não aquentei. Fui pro quarto.
- Nossa mãe, não dava mais para mentir!
- Seu pai cuidou do Paulo e veio me ver.
- Aí você contou!
- Não João, eu também não sabia, apenas desconfiava. Pedi para ele me comprar um remédio e quando estava saindo pedi um teste de gravidez, só para tirar a duvida. Papai ficou assustado com o pedido, mas foi e falou pro Paulo tomar conta de mim.
- E ele tomou?
- Tomou sim! Ficou deitadinho do meu lado, me olhando com aqueles olhos grandões, com ar de preocupado.
- Ele nem sabia que era eu.
- Isso! Para acalmá-lo, falei que não era nada, só uma indisposição e que talvez estivesse esperando outro filho, um nenê.
- E ele?
- Ficou contente, fazia um tempo que ele nós enchia para ter um irmãozinho. Seu ar de preocupação foi embora. Aí me perguntou se podia escolher o nome.
- Hum, ele que escolheu meu nome?
- Foi!
- E por que João?
- Ele me disse: se for menina quero Beatriz.
-Beatriz?
-É! Ele tinha uma amiguinha na escola com esse nome e gostava muito dela.
- O Paulo sempre galinhando!
- E se fosse menino queria João, porque ele adorava um livro, que seu pai tinha dado para ele, acho que se chamava “João Que Soltava Pum” e ele achava engraçado.
- Ganhei o nome por causa do pum?
- Não João, por causa do livro.
- Hum, tá bom!
- Seu pai chegou e foi um “Deus Nos Acuda”, o Paulo não me largava queria fazer o teste comigo. Aí ficamos todos esperando o resultado. E deu positivo, você ia nascer! Fizemos uma festinha particular...
- Eu o gostosão...

Guy Fawes/ Conspiração da Pólvora

Em 5 de novembro de 1605, um bando de católicos loucos, resolveu explodir o Parlamento Inglês, para assassinar o rei Jaime I e todos os parlamentares, durante uma sessão utilizando trinta e seis barris de polvora estocados sob o prédio. Guy Fawes, omo especialista em explosivos seria responsável pela detonação da pólvora.
Os conspiradores, católicos insatisfeitos liderados por Robert Catesby, também planejaram sequestrar uma criança da realeza, não presente no Parlamento, e incitar uma revolta nas Midlands. Esta conspiração foi uma de uma série de tentativas mal-sucedidas de assassinato contra Jaime I, seguida à Conspiração principal e à Conpiração do adeus, de 1603. Muito crêem que a Conspiração da pólvora foi parte da Contra – Reforma.
Como os conspiradores notaram que o ato poderia levar a morte de diversos inocentes e defensores da causa católica, enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do parlamento no dia do ataque. Para infelicidade dos conspiradores um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, o qual ordenou uma revista no prédio do parlamento. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes guardando a pólvora. Ele foi preso e torturado, rev
elando o nome dos outros conspiradores. Todos foram condenados a morte.
Guy Fawkes nasceu na cidade de Iorque, e se converteu ao Catolicismo aos dezesseis anos. Como soldado era especialista em explosivos. Por ser simpatizante dos espanhóis católicos, adotou também a versão espanhola de seu nome francês: Guido.
Uma boa sugestão de leitura é o livro
“A conspiração da pólvora Terror e Fé Na Revolução Inglesa”de Antonia Fraser, O episódio foi tão marcante que no Parlamento inglês há um quadro pendurado na sala de votação, onde se lê inscrições do Diário da Câmara dos Comuns, que remetem ao dia 5 de novembro de 1605: "Nesta última noite, a Câmara superior do Parlamento foi inspecionada por Sir Thomas Knevett, e ali foi capturado um certo Johnson, empregado do senhor Thomas Percy, que pusera 36 barris de pólvora na galeria arqueada debaixo da Câmara com o propósito de explodir o rei e toda a sua comitiva, quando ali reunidos. Depois, descobriu-se que vários outros cavalheiros faziam parte da conspiração."

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"O Cinto"

- Pai, por que você está pegando esse cinto?
- Para colocar na calça, senão ela cai.
- Ah que bom!
- Bom o que meu filho?
- Achei que ia bater em mim.

- Que besteira!
- Sei não! A gente nunca sabe o que se passa na cabeça dos adultos e eu aprontei hoje na escola e aqui em casa.
- Nunca vou fazer isso! Os pais de verdade procuram conversar com os filhos, mostrar seus erros, para que eles não os cometam mais.
- Dar uma “boa surra” não resolve?
- Surra não pode ser boa, então não existe “boa surra” e não resolve, não! Você só iria ficar com medo de mim, e iria esconder as coisas que acontecem. O importante é conversar sobre seus problemas comigo e sua mãe para que possamos resolvê-los juntos. Isso é que une pais e filhos. E depois pelas bagunças, você já está de castigo.
- Na escola a culpa foi do Ricardo.
- Filho é assim que se resolve um problema? Colocando a culpa nos outros? O Ricardo pode ter dado a ideia, mas você gostou e agiu junto, então tem a mesma culpa dele. Agora conta, o que vocês aprontaram?
- Na hora do recreio, colocamos umas aranhas de plástico nas mochilas das meninas, quando elas foram abrir para pegar os cadernos foi um "Deus nos Acuda", berros por todos os lados.
- E vocês dois ficaram rindo!
- Foi gozado!
- Foi feio! Foi uma coisa que não se deve fazer. Deram um susto nas meninas e atrapalharam a aula.
- É fomos parar na diretoria.
- Sua mãe queria te esganar!
- Eu sei! E aqui em casa quebrei umas coisas, mas foi sem querer e ainda bati no Beto e na Isabel.
- Hoje foi o dia!
- Mamãe disse que estou com o “Diabo no Corpo” e me pôs de castigo. Quando vi você com o cinto, fiquei com medo.
- Se não tivesse aprontado, não teria medo.
- É, mas é tão bom!
- Filho você precisa melhorar esse comportamento! Tem de ser esperto, mas não pode ir aprontando com todo mundo.
- É errado não gostar de algumas pessoas?
- Errado é não dar chance das pessoas se mostrarem como elas são. Errado é fazer maldade com elas, como você fez hoje.
- Sabe pai, quando você conversa assim comigo, fico meio pensativo, com um friozinho na barriga, arrependido do que fiz, acho que funciona mais do que uma surra!
- É mais difícil, porque estou te mostrando o seu erro.
- É você tem razão!
- Filho você precisa se dar melhor com seus irmãos. É o mais velho, tem de ajudar o papai e a mamãe, nós trabalhamos muito. Não gosto de deixá-los sozinhos, mas queremos dar uma vida digna há vocês. Um boa escola, lazer e um bom lar, onde não falte nada.
- Puxa pai, nunca pensei assim!
- Queremos também dar amor, é difícil, mas nos momentos em que estamos juntos, é necessário compreensão, não brigas. Você precisa parar com estas brincadeiras na escola e de implicar com seus irmãos.
- Vou pedir desculpas à professora, amanhã.
- Vai mesmo?
- Vou! E pedir desculpas a mamãe e aos meus irmãos.
- Será que vamos ter um novo menino?
- Prometo que vou fazer o possível. Procurar não fazer mais coisas que fiz hoje.
- Espero!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Crescer, Pra Que?"



- Oi Paulo!
-Que cara é essa João? Brigou com a Clarinha?
- Não, com o papai e com a mamãe.
- O que houve?
- Ah nada! Os dois não me entendem!
- Vem aqui do meu lado irmãozinho. Tô vendo que precisa de uma conversa. Me conta, por que a briga?
- Eles eram chatos com você também, Paulo?
- Hum não sei! Em que sentido?
- Hoje teve reunião de pais na escola...
- Ah tô começando a entender, irmãozinho.
- Pois é! As notas estão boas, mas meu comportamento não está legal. Os professores disseram faço umas brincadeiras infantis, que não estão de acordo com minha idade.
- É João! Eu o papai e a mamãe já tínhamos conversado sobre isso. Você parece muito menininho, para quem tem 11 anos. Gosta de fazer coisas muito infantis e não gosta de outras coisas próprias de sua idade.
- Como assim?
- Veja quando tinha sua idade, eu ficava todo assanhado pra sair, pra ir a festinhas, já começava a notar umas menininhas, enchia a paciência da mamãe pra comprar roupas novas e na moda, tinha festa quase toda a semana.
- Paulo não sou como você, não sou popular e bonito.
- Se é meu irmão, bonito tem de ser!
- Não brinca! É verdade! Tenho outros gostos.
- Mas precisa crescer deixar de algumas infantilidades! Ser mais menino, menos nenê. Você me entende?
- Paulo, não quero crescer! Tá bom do jeito que está!
- João, todo mundo cresce.
- Crescer, pra que?
- Não foi bom ficar com a Clarinha? Dar uns beijinhos, você não se sentiu bem?
- Senti! Gostei muito!
- Então está na hora de pensar mais nisto e menos em brincadeirinhas. Em começar a ter alguns pensamentos mais adultos. Não é para largar a infância de vez, mas de ter algumas responsabilidades.
- Pra que?
- Você não vai ter sempre a mamãe pra te arrumar e o papai pra te sustentar a vida toda. Eles vão ficando velhinhos.
- E morrem.
- É! Mas não estou falando nem disto. Estou falando de agora. Quando tinha sua idade, não precisava a mamãe me atazanar para arrumar meu quarto, eu fazia, fazia a lição, acordava na hora. E a mamãe e o papai também precisam ficar sozinhos, os dois. Colocar a conversa em dia, sem ter os pentelhinhos dos filhos atrapalhando.
- Papai nunca fez a lição com você?
- Fazia sim! Da mesma forma que faz com você, mas eu já adiantava algumas coisas. Deixava meu material sempre em ordem. É lógico que fazia bagunça e que tinha minhas vontades, mas começava a criar algumas responsabilidades.
- Responsabilidade! É isso que eu não quero!
- Quer sempre ser o filhinho da mamãe?
- E não é gostoso!
- É muito bom, mas tem horas que a gente tem de crescer, melhor ir devagarzinho, queimando as etapas do que tudo de uma vez.
- É, mas...
- João, a mamãe e o papai não reclamam que de uns tempos para cá você tem derrubado muitas coisas na mesa?
- É tem!
- Sabe por quê?
- Não.
- Porque mesmo sem querer você está crescendo. Seus braços estão aumentando, você deixa cair às coisas porque não tem consciência disto.
- Também não sou nenhum débil-mental!
- Não, mas é desengonçado como todo mundo da sua idade.
-Você não era assim!
- Era sim! Um dia levei uma surra do vovô por causa disso.
- Verdade!
- É deixei cair uma mesa inteira, com copos de cristais e tudo, por não saber do meu tamanho. A gente cresce e não percebe.
- E o papai não te defendeu?

- Quando ele chegou já tinha acontecido. Brigou com o vovô, foi um fuzuê.
- Verdade?
- Verdade! Ficaram um tempo sem se falar. E eu me achando o culpado.
- Nossa Paulo! Pensei que pra você as coisas foram bem mais fáceis!
- Não foi não João! Crescer não é fácil!
- Por isso que não quero!
- Imagine se o papai e a mamãe pensassem como você!
-Eles seriam crianças até hoje, não é legal!
- Hum! E não seriam nossos pais.
- Por quê?
- João criança não tem filho! Nem os quer!
- É verdade! Por isso papai ficou bravo comigo, porque eu falei que não queria crescer.
- É! E ele vai sempre cuidar de você? É isso que você quer?
- Não! Às vezes gosto de ficar sozinho, ou só com o Fabio ou mesmo com a Clarinha, sem ter pai e mãe por perto.
-Tá vendo!
-Puxa Paulo! Acho que você tem razão.
- Pense bem no que falamos e veja por si mesmo. O que você tem é medo! Medo do que pode acontecer, e vão acontecer coisas más, mas te garanto que as coisas boas, são muito boas e valem à pena.
- Nunca tinha pensado assim. Vou conversar com o papai e a mamãe sobre isso.
- Isso vai, eles vão ficar contentes!