DIA DE LUTO SIM
terça-feira, 31 de março de 2009
"ABSURDO! MILITARES FAZEM FESTA PELOS 45 ANOS DO GOLPE DE 31.03.1964"
DIA DE LUTO SIM
"O Exército Dourado"
Mike Mignola e Guillermo Del Toro se uniram de novo para o dois de Hellboy. Assisti outro dia no canal a cabo e achei o maior barato. O Vermelhão está com tudo e vai ser papai. Um exército Dourado adormecido está para ser acordado por um principe golem louco, que quer guerra com os humanos para reassumir o controle do planeta. Hellboy ao lado da namorada pirotécnica Liz, do amigo aquático Abe e do místico protoplasmático Johann, personagem que aparece pela primeira vez nos filmes, partem para um mundo magico onde criaturas de fantasia ganham vida. Criado por Mignola na decada de 90, Hellboy apareceu na mini-serie "A Semente Da Destruição", publicada no Brasil pela editora Mythos. Anchizes Pinto
O artista que se apresenta no video acima se chama Anchizes Pinto, mais conhecido por Ankito que morreu aos 85 anos, ontem, segunda feira de câncer de pulmão. De família circense, foi um dos maiores comediantes do Brasil, participando de vários programas de televisão e muitos filmes.
segunda-feira, 30 de março de 2009
"Luis Buñuel"
Luis Buñuel um dos mais controversos cineastas do mundo, sempre fiel a si mesmo, infl
uenciou fortemente a carreira do realizador e conterrâneo Pedro Almodovar. Nasceu na cidade de Calanda, Espanha em 22 de Fevereiro de 1900 e morreu na Cidade do México, 29 de Julho de 1983. Surrealista convicto, Buñuel realizou obras fantásticas, como: "Um Cão Andaluz", co-dirigdo por Salvador Dalí(1928); Los Olvidados (1950);Nazarín (1958);El Ángel Exterminador (1962); Belle de jour(1967); Le Charme Discret de la Bourgeoisie (1972);Le Fantôme de la Liberté (1974); Cet Obscur Objet du Désir (1977), seu ultimo filme. Publicou a sua excelente autobiografia, "O meu último suspiro", na qual, já próximo da morte, reafirma as suas convicções politicas, culturais e artisticas."A imaginação é o nosso primeiro privilégio, tão inexplicável como o caso que a provoca".Luis Buñuel
"CORINGA"
"Gigante de Ferro"
Sensível desenho do gênio Brad Bird, que passou desapercebido nos cinemas, "O Gigante de Ferro" nos mostra que é a força da história e de seus personagens e não a mídia pela qual ele é contada, que fazem um bom filme. Rico, emocional e sem sentimentalismos baratos, fazem do Gigante uma obra atemporal e imperdível.

PARLAMENTARISMO
"No caso da experiência parlamentarista do Segundo Reinado, tendo como base a Constituição de 1824, o Imperador desfrutava dos poderes que estavam reservados ao Poder Moderador, um poder pessoal exercido pelo monarca. Entre esses poderes, estavam os de dissolver a Câmara dos Deputados, convocar novas eleições, nomear os senadores (vi
talícios), nomear e demitir os ministros. Tais prerrogativas não foram alteradas quando se adotou o parlamentarismo, cuja formalização se deu através de um decreto do Imperador, em 1847.Esse decreto estabeleceu o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, nomeado pelo Imperador, e que passou a escolher, juntamente com este, a composição do Gabinete. Os ministros estavam subordinados a moções de confiança ou desconfiança da Câmara, prática que vinha existindo informalmente há algum tempo. Não foram alterados os poderes do soberano: ele apenas deixou de usá-los rotineiramente. Mas demitia ministros sem consulta à Câmara, por exemplo. Portanto, a adoção do parlamentarismo não significou a substituição da imposição esclarecida pela negociação política como princípio motor do regime. Foi, antes, uma acomodação do 'absolutismo constitucional vigente, às injunções* provocadas pela existência de uma elite social que não mais podia ser ignorada politicamente. Essa elite, no entanto, não dispunha de força para provocar uma grande modificação, impor de fato a separação de poderes em meados do século XIX."

Em 1847, foi estabelecido no Brasil o regime Parlamentarista, que deu um aspecto democrático ao Império. O regime parlamentarista clássico, como o da Inglaterra, funciona da seguinte maneira: a chefia do Estado fica a cargo do rei ou do presidente e a chefia do governo fica a cargo do primeiro-ministro, que é um membro do Parlamento escolhido por seus pares para governar e é sempre um representante do partido que possui a maioria dos membros. Estes membros são escolhidos através de eleições. O Parlamento é o órgão máximo no poder do país.
No Brasil, o parlamentarismo funcionou da seguinte forma: o chefe do Estado era o Imperador D. Pedro II e o chefe de governo era o primeiro-ministro, que, entretanto, não era escolhido por seus pares mas sim pelo Imperador, que possuía o Poder Moderador, podendo fechar o Parlamento a qualquer momento. Na realidade, quem governava o país era o Imperador que, através do Poder Moderador, detinha enorme força comandando os demais poderes.
O parlamentarismo brasileiro apenas disfarçava a autoridade centralizadora do Imperador, sendo o inverso do parlamentarismo clássico. Por isso, foi chamado de parlamentarismo às avessas.
"Liberdade/Anarquia"

primeira frase:Ambrose Bierce ; segunda frase:W. B. Yeats; terceira frase: V de Vingança.
O homem nasceu livre, e em todos os lugares ele está acorrentado. Liberdade é uma possibilidade de ser melhor, enquanto que escravidão é a certeza de ser pior. A liberdade é defendida com discursos e atacada com metralhadoras. 
primeira frase: Albert Camus; segunda frase: Jean-Jacques Rousseau; terceira frase: Carlos Drummond de Andrade.
domingo, 29 de março de 2009
"Palavra Cantada"
"ABANDONO"
"Brawn Na Cabeça"
sábado, 28 de março de 2009
"Leite Derramado",
té sua paixão pelo Fluminense. Segundo alguns resenhistas, nesta obra, ele dialoga constantemente com Machado de Assis, o que deve enriquecer o livro. Apesar de seus três últimos romances: "Budapeste" (melhor livro de 2003), "Benjamim" (1995) e "Estorvo" (1991), conquistarem o Prêmio Jabuti, maior e mais prestigiado prêmio literário brasileiro, prefiro o Chico compositor, de seus livros o único que me cativou foi "Estorvo", os outros foi uma aventura chegar até o final, mas mesmo assim, o gosto é pessoal e Chico é uma figura importante da cultura nacional, valendo sempre a pena conhecer e revisar.Trechinho do primeiro capítulo
"Quando eu sair daqui, vamos nos casar na fazenda da minha feliz infância, lá na raiz da serra. Você
vai usar o vestido e o véu da minha mãe, e não falo assim por estar sentimental, não é por causa da morfina. Você vai dispor dos rendados, dos cristais, da baixela, das joias e do nome da minha família. Vai dar ordens aos criados, vai montar no cavalo da minha antiga mulher. E se na fazenda ainda não houver luz elétrica, providenciarei um gerador para você ver televisão. Vai ter também ar condicionado em todos os aposentos da sede, porque na baixada hoje em dia faz muito calor. Não sei se foi sempre assim, se meus antepassados suavam debaixo de tanta roupa. Minha mulher, sim, suava bastante, mas ela já era de uma nova geração e não tinha a austeridade da minha mãe. Minha mulher gostava de sol, voltava sempre afogueada das tardes no areal de Copacabana".sexta-feira, 27 de março de 2009
"O Navegante"
E um motor de pano
Pra passear meu corpo
E adormecer meu som
Na esburacada estrada do oceano
Aportarei meu barco apenas de ano em ano
E onde houver silêncio
Eu ficarei cantando
Pra não deixar morrer o gesto humano

Entenderei as águas e os peixes passando
E se me perguntarem pra onde vou e quando
Responderei
Apenas navegando
Apenas navegando
Embarcarei comigo o feminino encanto
Pra que não falte a vida quando for preciso
Uma razão mais forte que o espanto
Mais forte que o espanto
Semearei meu sangue,
Meu amor, meu rosto
Pra que depois de mim eu possa estar presente
Entre as canções que eu não houver composto
Naufragarei um dia
Em pleno mar sem dono
E submerso em lendas como um visitante
Entre os recifes dormirei meu sono
Composição: Sidney Miller
"Watchmen ou para ser critíco tem de ser chato?"
bom filme. O que demonstra a falta de boa vontade dos críticos com relação a estas obras mais populares. Os críticos especializados acham que não podem gostar de filmes assim, que são violentos, maneiristas, exdrúxulos, ou seja, para ser um bom crítico tem de ser chato, o cri-crítico do estadão, gostar só de filmes de arte, de felinis ou pasolinis. Gente não é bem assim, conheço gente, intelectuais, homens que choram quando assistem " Dio Come Te Amo", "ET" e até "Star Wars". O crítico não deve pairar por cima da sociedade e ditar normas de bom comportamento, ele é um fruto social e deve estar atento para as tendências de cada período. "Censura"
Com o regime militar no Brasil, que durou de 1964 à 1984, tivemos intensificadas as formas de perseguição em nosso país, além de outras serem elaboradas, como o AI5. Algumas publicações impressas simplesmente deixavam trechos inteiros em branco. Outros, publicavam receitas culinárias estranhas, que nunca resultavam no alimento proposto por elas. As artes passavam por censuras, as vezes sem nenhum critério estabelecido. Foi um período negro de muitas perseguições e de muitas prisões, não só de politícos, mas também de artistas, muitos foram exilados ou optaram por um exílio voluntário. Protestos existiram contra a falta de liberdade , tentava-se fazer com que a população brasileira passasse a desconfiar das torturas e mortes por motivos políticos. Foi um período rico em produção cultural, pois era necessário encontrar formulas para bular a censura, o que enriquecia as letras das musicas, as peças de teatro, o texto jornalístico, etc, mas também foram anos de chumbo que fizeram várias vitimas, desde integrantes de grupos de esquerda que pregavam a luta armada, passando por estudantes, jornalistas, operários e religiosos.
"Chulé"
quinta-feira, 26 de março de 2009
"A Man for All Seasons"
rada, e agora existe em DVD. Nos dois percebemos as convicções religiosas de Sir Thomas e sua luta por mante-las, apesar de toda pressão feita pelo então rei da Inglaterra Henrique VIII. Extremamente dividido entre sua consciência e suas obrigações, Sir Thomas decide permanecer em silêncio sobre o divorcio do rei com Catarina de Aragão, a briga com o papa, seu casamento com Ana Bolena e a conseguente reforma religiosa inglesa, o que provocou a ira do rei. O resultado é uma batalha de poderes repleta de intrigas do palácio, manobras políticas e o destino do Homem, da Igreja e do país. No final, o silêncio dele falou mais alto. Tanto a mini-série quanto o filme de 1966 são maravilhosos e valem a pena."ORIGENS DE ROMA"
Antes de se tornar a maior cidade do Ocidente, Roma era uma simples aldeia de pastores. Entretanto, a formação de Roma também é contada através de lendas, como as de Virgílio, um poeta romano dos tempos imperiais que, em sua obra Eneida, atribui a fundação de Roma aos gêmeos Rômulo e Remo, descendentes de Enéias, herói troiano. Netos de Numitor, rei da cidade-estado de Alba Longa, os gêmeos lutaram contra seu tio Amúlio, que havia usurpado o trono, recolocando o antigo rei no poder. Este, agradecido, cedeu uma parte de suas terras para a construção de Roma. As lendas do rapto das sabinas e da luta dos horácios contra os curiácios também contam afundação de Roma.
"Preto e Banco"

Em preto e branco
Assustei
Suas cores não
Refletiam
Olhei pra dentro
Disfarcei
E me vi
Em preto e branco
Assustei
Eu também não
Refletia
Nenhuma cor
Disfarcei
Senti medo
Como se fosse
Ver o real
A pele suada
O rosto cansado
O corpo doendo
Olhando pra dentro
E não ver
Só desalento
Medo
Susto

De repente vi o meninoEm preto e branco
Foram embora
Me deu de novo
A Esperança...
(DDA)
"DECLARAÇÃO SOLENE DOS POVOS INDíGENAS DO MUNDO"

unidos numa grande assembléia de homens sábios,
declaramos a todas as nações:
Quando a terra-mãe era nosso alimento,
quando a noite escura formava nosso teto,
quando o céu e a lua eram nossos pais,
quando éramos irmãos e irmãs,
quando nossos caciques e anciãos
eram grandes líderes,
quando a justiça dirigia a lei e a sua execução,
Aí, outras civilizações chegaram!
Com fome de sangue, de ouro,
de terra e todas as suas riquezas,
trazendo em uma mão a cruz
e na outra a espada.
Sem conhecer ou querer aprender
os costumes de nossos povos,
nos classificaram abaixo dos animais.
Roubaram nossas terras e nos levaram
para longe delas, transformando em escravos
"os filhos do sol".
Entretanto, não puderam nos eliminar
nem nos fazer esquecer o que somos,

porque somos a cultura da terra e do céu,Somos de uma Ascendência milenar
E somos milhões,
E mesmo que nosso universo inteiro seja destruído
NÓS VIVEREMOS
Por mais tempo que o império da morte!
Conselho Mundial dos Povos indigenas Port Alberni, 1975 - citado por Katsue H. e Zenun e Yalérla M. A. Adissi. Ser Índio Hoje. Edições Loyo/a. Coleção História Temática - Retrospec .
quarta-feira, 25 de março de 2009
"O Inicio do Fim"
"Garibaldi - Roma ou Morte"
Quantas vezes fui tentado a patentear ao mundo os feitos assombrosos que vi realizar por essa viril e destemida gente, que sustentou, por mais de nove anos contra um poderoso império, a mais encarniçada e gloriosa luta!" Giuseppe Garibaldi
Giuseppe Garibaldi passou dez anos de sua vida a bordo de navios mercantes, seguindo os passos de seu pai, um marinheiro genovês, e com o tempo chegou a obter licença de capitão. Mas seus desejos de aventura não permitiram que seguisse essa carreira.
Garibaldi dedicou sua vida à luta contra a tirania.
Seduzido pelas idéias socialistas de Henri Saint-Simon, entrou em contato com a sociedade secreta Jovem Itália, fundada por Giuseppe Mazzini. Mazzini era republicano e ardoroso defensor da unidade italiana, que esperava alcançar por meio de um levante popular.
Garibaldi abandonou o mar para participar desta luta. Tomou parte da insurreição de Gênova, que fracassou. Condenado à morte, refugiou-se em Marselha e, em 1835, fugiu para o Rio de Janeiro. Com 28 anos iniciava seu primeiro exílio.
Em Laguna, Garibaldi conheceu Ana Maria de Jesus Ribeiro, conhecida depois como Anita Garibaldi, com quem se casaria e que se tornaria sua companheira de lutas na América do Sul e depois na Itália.
A vida deste destemido aventureiro é agora recontada por Daniel Pick em "ROMA O
U MORTE", onde o autor a aborda por meio de novos caminhos, primeiramente, ao relacionar a história de Roma a várias fases da vida de Garibaldi, e, além disso, ao propor uma leitura psicanalítica das ações do general. "QUILOMBOS"
Com o passar do tempo, os negros foram se unindo e começaram a praticar atos mais elaborados, como rebeliões e fugas. Muitos deles pretendiam voltar à África, sua terra natal. Tentavam ir a nado, pois não tinham noção da distância, logo percebendo que esta solução era impossível. Assim, começaram a percorrer vários quilômetros interior adentro, por regiões inóspitas*, de difícil acesso, não muito conhecidas pelos brancos, onde começaram a formar comunidades independentes, chamadas de Quilombos, que se constituíam em verdadeiros povoamentos fortificados. Para os brancos, qualquer agrupamento com 6 escravos já era considerado um quilombo.
Os quilombos proliferaram por todo o Brasil, principalmente na região Nordeste, centro mais adiantado e com maior quantidade de escravos. O mais importante quilombo do Brasil colonial foi o de Palmares, em Alagoas, na Serra da Barriga, situado a cerca de 100 quilômetros de Maceió. Fundado em 1597, Palmares chegou a ter 9 cidades, chamadas mocambos. Sua capital era Cerca Real do Macaco.
Tinha uma estrutura política aberta e democrática: cada cidade era governada por um rei eleito pelo povo, o rei do quilombo; os mais importantes reis foram: Ganga, Zumba e Zumbi. A população vivia livremente e, com o passar do tempo, abrigou também índios e brancos pobres. Sua economia baseava-se em produtos agrícolas, como milho, feijão, mandioca, batata-doce, banana e cana-de-açúcar, que eram trocados com as cidades vizinhas por munições, armas, ferramentas e tecidos. O quilombo de Palmares era um verdadeiro Estado independente dentro da Colônia. Atualmente, ao pé da Serra da Barriga existe a cidade de União dos Palmares.
Os quilombos, quando cresciam por uma série de circunstâncias favoráveis como, por exemplo, isolamento maior, melhor fertilidade do solo, possibilidade de recrutar novos membros para o grupo entre a população escrava etc., tinham de se organizar de forma sistemática, criando uma estrutura para a comunidade. Não eram um conglomerado de negros "bárbaros",conforme alguns Históriadores os descreveram. No início, quando o quilombo era pequeno e apenas se iniciava, tinha necessidade de uma vida predatória para a sua subsistência e continuidade. No entanto, à medida que ele crescia, procurava organizar-se internamente para poder pôr em funcionamento os grupos populacionais do reduto. Com isto, tinham de surgir formas de governo, religião, propriedade, família e, especialmente, economia.
"Jorge Drexler"
segunda-feira, 23 de março de 2009
"Cabeça do Menino"
é um mundoque gira
na
cabeça
do

menino

pensa...
mais que você pensou
maroto
pontuda
de tão
aponta

olhos espertos

testa lisa
sorriso
riso de pensar
pensar em que?
a bola

correr

jogar
espantar
sem rumo sem direção

nariz que cheira
cheira o que?
ouvidos de serelepe

ouvidos que ouvem

maiores besteriras
boca que ri
pensamentos doidos

sem cor e direção

cabeça cabecinha cabeção
olhar perdido no além
pensando besteira
sem rumo sem direção...

(dda)








