domingo, 15 de novembro de 2009

Henrique VIII e Marquês de Pombal - Uma Comparação


Na Inglaterra, após a Guerra dos Cem Anos contra a França, ocorreu um longo período de conflito interno denominado Guerra das Duas Rosas. Durante 30 anos, duas famílias da nobreza; os Lancaster e os York disputaram o trono. Esse conflito só terminou com a subida ao poder de Henrique Tudor que tinha grau de parentesco com as duas famílias.
No reinado de seu filho Henrique VIII o Absolutismo inglês começa a se consolidar. Utilizando de um problema pessoal, seu divorcio, Henrique VIII aproveitou para aumentar seu poder pessoal.
O rei era casado, com Catarina de Aragão, sobrinha do imperador do Sacro Império, Carlos V, como não tinham filhos homens, apenas uma mulher, Maria Tudor, e a rainha era mais velha que ele, Henrique VIII, pediu seu divorcio, para casar com uma jovem cortesã inglesa, Ana Bolena.
Como o imperador Carlos V era aliado do papa na luta contra Lutero, este não quis entrar em choque com ele, inconformado Henrique VIII, com ajuda do Parlamento inglês, rompeu com o papa em 1534, através do Ato de Sucessão. Este documento dava ao rei a chefia da Igreja na Inglaterra. O rei confiscou os bens da Igreja Católica, passado – os para o Estado. Logo depois se casou com Ana Bolena. Estava sendo realizada a Reforma Religiosa na Inglaterra, a nova Igreja vai se chamar Anglicana, esta obra reformista só vai ser completada no reinado Elizabeth I filha de Henrique VIII. Junto com a Reforma Religiosa o rei aproveita para aumentar seu poder pessoal.
Portugal foi o primeiro Estado Absolutista a ser constituído na Europa, unido sobre a dinastia de Borgonha em 1139, mas só em 1383 com a subida ao trono da dinastia de Avis é que o absolutismo se consolida.
O Marques do Pombal governa Portugal no século XVIII, enquanto Henrique VIII governa a Inglaterra no século XVI. São momentos históricos diferentes. Henrique VIII tratou de aumentar seu poder pessoal dando as bases do Absolutismo inglês, enquanto o Marques como primeiro ministro do rei D. José, tratou de manter o regime e de melhorá-lo já que no século XVIII o absolutismo passou a ser questionado.
Marquês de Pombal é o nome com que ficou conhecido Sebastião José de Carvalho e Melo, político e verdadeiro dirigente de Portugal durante o reinado de José I, o Reformador. Nasceu em Lisboa no dia 13 de maio de 1699. Estudou na Universidade de Coimbra. Em 1738, foi nomeado embaixador em Londres e, cinco anos depois, embaixador em Viena, cargo que exerceu até 1748. Em 1750, o rei José nomeou-o secretário de Estado (ministro) para Assuntos Exteriores.
Quando um terremoto devastador destruiu Lisboa em 1755, Pombal organizou as forças de auxílio e planejou a reconstrução da cidade. Foi nomeado primeiro-ministro nesse mesmo ano. A partir de 1756, seu poder foi quase absoluto e realizou um programa político de acordo com os princípios do Século das Luzes ou Iluminismo. Aboliu a escravidão, reorganizou o sistema educacional, elaborou um novo código penal, introduziu novos colonos nos domínios coloniais portugueses e fundou a Companhia das Índias Orientais. Além de reorganizar o Exército e fortalecer a Marinha portuguesa, desenvolveu a agricultura, o comércio e as finanças, com base nos princípios do mercantilismo. No entanto, suas reformas suscitaram grande oposição, em particular dos jesuítas e da aristocracia.
Quando ocorreu o atentado contra a vida do rei em 1758, conseguiu implicar os jesuítas, expulsos em 1759, e os nobres; alguns destes foram torturados até morrer. Em 1770, o rei lhe concedeu o título de marquês. Depois da morte do rei José I, foi condenado por abuso de poder. Expulso da Corte, retirou-se para sua propriedade rural em Pombal, onde faleceu no dia 8 de maio de 1782.

3 comentários:

Silvana Nunes .'. disse...

Salve !
Navegando pela grande rede sem rumo com a intenção de divulgar o meu blog cheguei até você e gostei do que vi. No momento estou impedida de fazer leituras muito extensas, pois a claridade da telinha está prejudicando um pouco a minha visão, devo tomar um pouco mais de cuidado, mas em breve resolverei esse problema. Bem, já que estou aqui aproveito para convidar a conhecer
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... em
http://www.silnunesprof.blogspot.com
Eu como professora e pesquisadora acredito num mundo melhor através do exercício da leitura, da reflexão e enquanto eu existir, vou lutar para que os meus ideiais não se percam. Pois o maior bem que podemos deixar para os nossos filhos é o afeto e uma boa educação. Isso faz com que ela acredite na própria capacidade, seja feliz e tenha um preparo melhor para lidar com as dificuldades da vida. Com amor, toda criança será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros e será afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.
VAMOS TODOS JUNTOS PELA EDUCAÇÃO, NA LUTA POR UM MUNDO MELHOR !
Se achar a minha proposta coerente, siga-me nessa luta por um mundo melhor. Peço que ao responder deixar sempre o link do blog, pois vez por outra o comentário entra com o link desabilitado ou como anônimo. Por causa disso fico sem ter como responder as pessoas.Os meus comentários também entram via e-mail, pois nem sempre a minha conexão me permite abrir as páginas: moro dentro de um pedacinho da Mata Atlântica, creio que mais alto que as antenas, com isso a minha dificuldade de sinal do 3G. Espero queentenda quando não puder visitá-lo.
Daqui onde estou, os únicos sons que escuto aqui é o dos pássaros, grilos, micos., caipora, saci pererê, a pisadeira, matintapereira ... e outras personagens que vivem pela mata.
Por hoje fico por aqui, já escrevi demais. Espero nos tornarmos bons amigos.
Que a PAZ e o BEM te acompanhem sempre.
Saudações Florestais !
Silvana Nunes.'.

Efigênia Coutinho disse...

"Henrique VIII e Marquês de Pombal - Uma Comparação"

DAN, é aqui que encontramos sempre, uma boa postagem, gloriosamente está é soberba.

Eu não esqueci um só de todos os meus amigos aqui, e hoje retorno, depois de muito trabalho com o nosso Site, com os 1000 Sonetos, agora poderei estar ao lado de todos , matando as saudades, que se fazem presente ao presente momento,
passa lá na minha casinha, pois tem
NATAL
para todos os amigos,
com carinho, Efigênia

expressodalinha disse...

Não conhecia o seu blogue e foi através do Blog Viciado que cheguei cá. Quero dar-lhe os parabéns relativamente à matéria abordada. A comparação entre Henrique e Pombal é interessante, embora, como refere, se tratem de duas épocas e duas lógicas diferentes. De facto em Portugal nunca houve verdadeiramente feudalismo e a dinastia de Avis (em especial D.João II, o nosso Maquiavel)encarregou-se de o eliminar totalmente. Pombal é uma das figuras mais controversas da política portuguesa, ainda hoje. O seu mérito, se algum teve, foi reconstruir Lisboa e várias outras cidades no Império (incluindo no Brasil) e tentar dar ao país um sistema laico de ensino, com a expulão dos jesuítas. Era o despotismo iluminado à francesa e não à inglesa que ele pretendia instaurar, visto que nunca reuniu Cortes (semelhante ao Parlamento inglês). As restantes reformas, pouco ou nada tiveram de relevante e logo se perderam no reinado seguinte. Caso tenha interese em Pombal, tenho muita coisa no meu blogue. Basta ir às etiquetas. Abraço e vou seguir.