
A bola levou um chute, tomou um efeito radical, voou por todo o jardim e defenestrou pela janela da sala de estar.
De repente a cara do pai:
- Nando entra!
E agora, levar uma bronca, levar umas palmadas, ficar de castigo. Que vergonha! Na frente do Willy, seu melhor amigo, que tinha vindo passar com ele o fim de semana no sitio.
- Estou indo pai!
- Nando diz que fui eu!
- Não Willy, a culpa foi minha.
- É, mas comigo seu pai não vai brigar.
- Será? E se ele lhe der umas palmadas?
- Ah eu aquento!
- Apanhar por minha causa! Não! De jeito nenhum!
- Vamos os dois, os dois tem culpa.
- Mas os dois não podem chutar a bola ao mesmo tempo!
- Foi uma dividida!
Esse amor pela bola, que faz a ilusão. Bola, que encanta, redonda, gordinha e bonita. Que faz o jogo elegante quando vai para o gol. Os meninos brigam por ela, querem-na de todo jeito e, quando a possuem, dão-lhe um chute. Chute firme e forte. Chute que atravessa a janela.
- Willy vamos treinar está história direito, senão não vai dar certo!
- Nando entra!
- Tô indo pai!
A vida é como a bola e a bola tem vida. Ela é que comanda as ações. Personagem secundário que vira a principal. A luta pela sua posse. Se for jogada com força, com força agirá. Por isso cuidado! Nunca jogue a bola por sua vida, a bola nós dá o que recebe.
- Oi pai!
- Oi nada! O que é isto?
- Acho que uma bola.
- Acha?
- É tio! É redondinha, parece uma bola.
- E como que isso, que parece uma bola veio parar na sala.
- Pai posso ver? Me dê ela!
- Está aqui!
- Ah é minha bola! Aquela que você me deu. Ta vendo! Tem até o distintivo do Santos.
- É uma bola oficial tio!
- Por falar nisso pai, o Santos joga hoje com o São Paulo.
- Nando não muda de assunto, como essa bola veio parar na sala?
- É que o Willy é são-paulino e...
- Nando, não me tire do sério! Responde o que eu te perguntei!
- Sabe pai, na verdade não sei, acho que está semiviva.
- NANDO!!!!!
- É tio, ela tem reações próprias como bicho, às vezes é difícil controlá-la.
- Pelo menos vocês são criativos, mas pela mentira...
- Pai não estamos mentido. Eu chutei, mas ela tomou suas próprias decisões. Criou um efeito que eu não queria.
- Ah agora estamos chegando a um acordo!
- Espera aí tio, ela tomou um efeito diferente, porque eu dividi a bola com ele.
- E ela quebrou a janela.
- Isso aí!
- Devia por os dois de castigo.
- Tá bom pai!
- Viemos ao sitio para ficarem de castigo?
- Quebramos a janela.
A vida é um eterno jogar bola. Sem ela a vida não tem razão de ser. Lugares – comuns e frases feitas, mas é ela que dá felicidade aos meninos. E essa felicidade os adultos não devem tirar. Como não brincar com a bola?
- Vamos fazer o seguinte, vocês me ajudam a lavar o carro, dar comida para os animais e depois do almoço ajudam a mamãe a lavar os pratos e talheres. Assim pagam pela janela quebrada e estão livres de qualquer castigo.
- Puxa pai, sabia que você era legal!
- Mas vão jogar bola longe de qualquer janela, senão...
- Pode deixar papai.
Ah!Poesia de bola com menino
Ele a chuta ela vai
Ele a ama
E ela o compensa na hora do gol
Ele lhe faz embaixadinhas
E ela lhe dá a felicidade
A cada dia
Ele não cansa
E ela o adora
A bola que corre
O menino que ri
Eterna lembrança
Tempo Feliz
12 comentários:
Oi Dan! Estória encantadora com sempre!
Muitos pais deviam ler isso...a gente mesmo quando é mais jovem dá tanto castigo mal dado, na hora errada...quando podia, simplesmente, ensinar de outra maneira... Grande lição de vida!
Abraços!
Dan,
Teu coração é único, posso dizer sem medo que poucas vezes li pessoas das quais eu podia sentir a generosidade apenas nas entrelinhas que escrevem.
Espero muito que você tenha sucesso nessa missão que está a sua frente.
Ensinar o amor a pais e filhos como nós.
Beijo grande!
Oi Dan, obrigada pelo incentivo, mas as fotos não estão lá grande coisa...mas valeu a intenção...
Gostaria de saber fotografar melhor, mas pra isso tb teria que ter uma cãmera melhor, então....vou ficando assim mesmo, um dia, chego lá...
Abraços
Linda história Dan!
Bjs.
Dan
A vida é assim
Os precipícios são constantes...temos que estar atentos.
Adorei esta bola que sabe estar viva.
Um beijito
Oi Dan, estarei verificando com o Anderson e retorno pra vc.
Qto ao seu livro assim q eu fizer o deposito t emando email, ok!
Obrigada mais uma vez por td.
A história q escreveu é magnifica...muitas pessoas deveriam ler e aprender a ensinar seus filhos.
Beijos
Ola, Dan. Obrigado pela visita ao blog. Estou encantado com seu blog, muito bom.
Esse texto dos meninos eh belissimo. Me fez voltar a minha infancia...
Um grande abraco,
Octavio
Amigo, gostaria muito de conversar com vc mais, quero saber sua opinião sobre o quero fazer.
Adicionei vc no msn, não sei se tem...se não tiver me avisa q mandarei no email.
Abs
deixei um selinho para vc no meu blog espero que aceite e que goste. beijos!
Um show! Aplausos,muitos aplausos.bjs
Deixei selinho para vc no meu blog, depois pega tá!?
bjo
Oi, Danilo:
Fiz um comentário na sua postagem sobre Operetas.
Gostei da sua história com elas.
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