Poucos e Tudo

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

"Passeios"

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
Caetano Veloso



Ontem eu e a Vera, levamos a Naninha, nossa afilhada, para passear pela cidade. Acompanhados pela Pan, irmã da Naninha e pela Lúcia, nossa filha. São Paulo uma cidade chuvosa, sem estação, cidade fria. Cidade da dura poesia concreta de tuas esquinas e da deselegância discreta de tuas meninas. Cidade nua, crua, do trabalho. Cidade cinzenta. CIDADE QUE SE TRANSFORMA NO NATAL Os olhos da Naninha brilhavam, nunca viu tanto Papai Noel. Tantas luzes. Viu também o espetáculo das aguas no Ibirapuera. Acho que foi o grande momento de seus dois anos de vida. Ficou extasiada. Riu, se emociou, cantou. Uma cidade que se transforma. Uma menina que descobre. Comunhão...

"Ano Novo"

"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito". Machado de Assis

"O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência". Henry Ford

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". Chico Xavier

"Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos". Luís de Camões



Um novo dia vem nascendo.
Um novo sol já vai raia.
Parece a vida, rompendo em luz,
E que nos convida a amar
Vinicius de Moraes

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.
Clarice Lispector

Venho do fundo das Eras
Quando o mundo mal nascia...
Sou tão antigo e tão novo
Como a luz de cada dia!
Mário Quintana

"Anos Dourados"

Maria de Medeiros é uma atriz e cineasta portuguesa. Considerada a melhor atriz portuguesa de cinema da sua geração...

Também canta...


"São Silvestre"


As meninas foram bem, já os homens...

Etíope Yimer Wude Ayalew ganha a disputa feminina e quatro brasileiras completam o pódio.

Na despedida de Vanderlei Cordeiro de Lima, quem fez a festa foi o queniano James Kipsang.

"2009"


Que 2009 Renasça na

ANARQUIA
Adicionar imagem



Ano dos Homens


voltarem a ser

MENINOS





( ... )

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

"Recordações da Casa dos Mortos"


Recordações da Casa dos Mortos, é um romance publicado em 1862 pelo autor russo Fiódor Dostoiévski, retratando a vida de condenados nas prisões da Sibéria.

Trecho:
"O nosso presídio estava situado numa escarpa, encravado em meio a uma fortaleza. Mesmo forçando o olhar por entre as brechas da paliçada, pouco se oferecia à nossa visão: um trecho mínimo de céu, um barranco íngreme cheio de mato, dia e noite uma sentinela indo e vindo, sem parar. E eu pensava, desalentado, que anos e anos se passariam e, tal como agora, ficaria espiando pela fresta, não vendo nada mais que a mesma muralha, o mesmo barranco, a mesma sentinela e apenas um trechinho de céu; não o céu que cobre o presídio, mas sim aquele ao fundo, distante, livre. Imagine um vasto espaço de duzentos passos de comprimento e cento e cinqüenta de largura, quase com a forma de um hexágono. Contorne-o com uma paliçada de troncos altos enterrados profundamente na terra, fortemente interligados, encimados com lanças pontiagudas, e terá então uma idéia da área do presídio. Num dos lados da paliçada, guardado por uma sentinela, há um portão permanentemente trancado, que se abre apenas para dar passagem aos detentos que seguem ao trabalho. Por detrás dessa saída, o claro mundo da liberdade.
Do lado de cá o nosso mundo, em nada parecido com aquele, que por isso nos parecia uma ilustração de contos de fadas. O nosso era um mundo bem outro, regido por estatutos, disciplinas, horários específicos; uma casa para mortos vivos; uma vida à margem e homens de vivência muito diferente. É esse canto tão distinto da vida que me proponho descrever aqui".

"Guerra E Paz"

"De regresso da inspecção. Kutuzov, acompanhado do general austríaco, penetrou no seu gabinete, e, chamando um ajudante-de-campo, ordenou-lhe que lhe trouxessem certos papéis relativos ao estado das tropas em campanha e a correspondência emanada do arquiduque Fernando, que comandava a vanguarda.
O príncipe André Bolkonski entrou dai a pouco, com os papéis pedidos, no gabinete do general-chefe. Diante de um mapa estendido sobre a mesa sentavam-se Kutuzov e o general austríaco membro do Conselho Superior de Guerra.
- Ah!... - exclamou Kutuzov, olhando para Bolkonski, como se lhe quisesse dizer que esperasse, continuando, porém, em francês a conversa principiada, - Só tenho uma coisa a dizer, general - Kutuzov punha na sua linguagem expressões e entoações distintas, destacando nítida e lentamente cada palavra, e via-se bem que tinha prazer em ouvir-se a si próprio. - Só tenho uma coisa a dizer. Se isso não dependesse senão da minha vontade, de há muito que teriam sido satisfeitos os desejos de Sua Majestade o Imperador Francisco. De há muito que eu teria operado já a minha fusão completa com o arquiduque. E, acredite na minha palavra de honra, entregar o alto comando do exército a um general mais competente e mais hábil do que eu, coisa que não falta na Áustria, e ver-me livre de uma responsabilidade tão pesada, eis o que seria um grande alívio para mim. Mas as circunstâncias são mais fortes do que nós, general.
Kutuzov sorriu com o ar de quem quer dizer: «Você está no seu pleno direito de não acreditar em mim, e o certo é que isso me não dá o mal, pequeno cuidado, mas o que você não tem é motivo para pretender tal coisa. E aí é que está a questão.» O general austríaco não tinha cara de muito satisfeito, mas via-se obrigado a responder a Kutuzov no mesmo tom".
Trecho de "Guerra e Paz" de Leon Tolstoi

Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam a um determinismo histórico irrelutável. "Guerra e Paz" criou um novo gênero de ficção. Apesar de atualmente ser considerada um romance, esta obra quebrou tantos códigos dos romances da época que diversos críticos não a cosideraram como tal.



Em 1956, King Vidor, dirige o filme "Guerra e Paz", baseado no romance de mesmo none de Tolstoi. Filme épico, tem uma beleza incontestável, com direção forte e prrecisa, e um elenco que de tão bom é Otimo. Na Moscou do início do século XIX, Natasha é uma bela jovem pertencente à aristocrática família Rostov. Pierre Bezukhov é um pacifista amigo da família. Natasha sente uma atração por Pierre, mas ele se casa sem amor com sua sensual prima, a princesa Hélène. Quando ela se envolve com outro homem, há a separação. O príncipe Andrei Bolkonsky, um oficial militar amigo de Pierre, segue para a Áustria a fim de se juntar às forças do Gen. Kutuzov, num esforço para derrotar o exército de Napoleão. Acontecimentos marcantes, desencontros, traições e amores, num momento histórico critico para a Europa. Não faltam cenas de batalha monumentais, nem interpretações marcantes, Audrey Hepburn vive a doce Natasha, Henry Fonda faz o romântico Pierre. Eles se envolvem no tumultuado cenário da invasão napoleônica da Rússia, mas também encontram tempo para o amor. Além disso, a inteligente direção, a magnífica fotografia e os cenários exuberantes, foram todos indicados para o prêmio Oscar.




"Modernidade"

A modernidade costuma ser entendida como um ideário ou visão de mundo que está relacionada ao projeto de mundo moderno, empreendido em diversos momentos ao longo da Idade Moderna e consolidado com a Revolução Industrial. Está normalmente relacionada com o desenvolvimento do Capitalismo.
A denominação “História Moderna” foi consagrada pelo historiador francês Cristóvão Keller, em seu História Meddi Aevi (1688), contribuindo assim para fixar a “Idade Moderna” como aquela situada cronologicamente após a “Idade Média”. Nas décadas seguintes, com o Iluminismo, a idéia de modernidade tornou-se fundamental para a explicação da história nacional e universal, criando as bases para o pensamento positivista do século XIX, corrente historiográfica que estabeleceu definitivamente a divisão cronológica da história.
Esse “Tempo Moderno”, normalmente é datado a partir do Renascimento, que em contrário ao pensamento Medieval, tinha na aventura, no espírito de criatividade e na engenhosidade, suas conepções, lançando as bases de uma nova civilização ocidental, buscando na herança greco-romana o modelo de homem, arte e sociedade. O homem moderno, é o centro, criador artítico e desbravador de novos mundos pelos oceanos distantes, em nome da razão e do progresso.

...danilos...

Danilo: Significa Deus é meu juiz, indica uma pessoa que não se preocupa exageradamente com a opinião dos outros. O importante para ele é estar em paz com a própria consciência e com seus princípios morais. Tem uma intuição muito grande e sabe usá-la.



danilos são danilos...




Danilos são pessoas escolhidas pelo mundo. Danilos são especiais, danilos são amorosos, bonzinhos e bonitinhos. Danilos são Danilos, inteligentes, perspicases, santistas, danilos são danilos...e não tem muito que dizer. Padrinhos do Philipe, amigo do Magno, tio da Laura, do Thomaz, do Caue, e de muitos mais...

'Utopia"

De perto ninguém é normal. Menino que brinca, mola da História. Adepto da Revolução, fundamentalmente a luta contra o descaso, luta por um mundo melhor, realidade em potência. Menino ecológico, dono de uma floresta. Floresta que floresce em sonhos. Menino razão da chuva, caminho despreocupado. Livre de interesses sórdidos. Vida, alegria a única indizível emoção. Tempo imediato, aspiração num tempo futuro. Menino de amor, que sempre sorri. Infância, ter um amigo. Vida de menino, de doce inocência. Bancar o caubói, o bandido, cantar, chorar, rir. Inocência querida. Inocência onde podemos encontrar responsabilidades, alegrias e um sorriso puro. O fruto da percepção das dimensões secretas da realidade. Renascimento de energias. Ampliação do horizonte de possibilidades. Menino que vê o futuro, viaduto de rotas esquecidas, daqueles perderam a vontade da liberdade. Mãos sujas e sorriso maroto. Correr maroto na forma. Forma de viver. Pensar-se no vento, voar. Menino de More, coragem de criticar, de não discriminar.Viver é como combater. Fotos antigas guardadas em alguma gaveta. Um báu de recordações. Menino que vive o amanhã. Morar em nossos sentimentos. Menino, mago dentro de nos, confiando exclusivamente que podemos ultrapassar qualquer fronteira. Menino lindo, luz de vida, sentimento transposto em recordação. Homem de amanhã, aquele que não recusa o ideal do dia, aquele que cultiva a utopia....

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

"Renascimento"

Acho a palavra Renascimento maravilhosa, nascer outra vez. Tenho por mim que a vida é assim, quando passamos por crises, nos vemos encurralados, quando somos traídos, quando percebemos que uma pessoa que admirávamos não passa de um patife, entramos em declínio, ficamos triste e vamos ao fundo do poço. Aí os verdadeiros amigos, as pessoas que nos amam, fazem de tudo para nos fisgar através de um anzol imaginário, e nos trazer novamente para cima, para nosso lugar de direito, pois ser-humano bom, com boas intenções, é para brilhar. Assim se dá nosso RENASCIMENTO. Renascer, estar na ativa, deixar a dor para traz e lutar, foi para isso que fomos feitos...
Na História, o termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização a ser superado. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos da cultura Medieval.
O homem se superando...

"ANARQUISMO & FEMINISMO/Nicole Laurin-Frenette"

As novas formas de "relações conjugais" e de "relações domésticas" sugerem um novo modelo de feminilidade: o da "mulher liberada", segundo um tipo de liberação que convém a economia capitalista e as políticas dos Estados governantes.
O princípio básico desta feminilidade é a igualdade na diferença. De um lado, as mulheres adquiriram os mesmos direitos e deveres que os homens, no que diz, respeito ao matrimônio, a família ao trabalho e à vida política social. Do outro lado, as diferenças específicas homem - mulher devem e precisam ser preservadas.
Esta especificidade refere-se a toda uma série de características físicas, intelectuais e emocionais que são consideradas típicas da natureza feminina. No entanto, tal conceituação de feminilidade não mais eficiente para descrever a mulher no mundo atual Antes, impõe e estabelece um novo estereótipo normatizado e normalizado da mulher.
: Os componentes clássicos da mulher submissa eram: heterossexualidade, passividade, narcisismo e sentimentalismo. Hoje, os componentes básicos da mulher liberada camuflam os anteriores e adaptam a mulher às características deste novo ser emergente: individualismo, autonomia, força, autocontrole, eficácia e racionalidade.
Não obstante as suas contradições, este modelo e mulher justifica psicologicamente e permite socialmente ao mesmo tempo a relação conjugal, a maternidade e, na esfera das relações econômicas, a divisão do trabalho com o homem.
No contexto político, a feminilidade é objeto de negociações de todo tipo entre os movimentos feministas e as instituições que produzem, difundem e inculcam ideologias nas sociedades modernas: o Estado, os meios de comunicação e o meio cultural.
O modelo da "mulher liberada" é, basicamente, o reflexo das relações de poder entre esses dois agentes: Os movimentos feministas e os Estados governantes. Este novo modelo de feminilidade não só torna possível formas "avançadas" de opressão sobre a "mulher liberada", como também, constitui o fator - chave da reversibilidade do movimento de liberação feminina, enquanto movimento cooptado pelo Estado.
A história das mulheres é uma história de avanços e recuos. Em certos períodos históricos, as mulheres adquiriram direitos formais e informais que, em outros períodos, foram perdidos. Por outro lado, outros foram conquistados, de maneiras diversas e em contextos diversos, e assim por diante.
: Toda mudança econômica, social e política relevante implica em conseqüências positivas ou negativas para as mulheres. Melhorias em sua condição são sempre fruto de uma mobilização ativa, inserida na contradição dessas mudanças.
A ideologia da feminilidade reflete a variação, no tempo, de uma essência mantida imutável: "o eterno feminino". A eficácia do feminismo, a curto e a longo prazos, depende, em grande parte, da capacidade das mulher em impedir a formação e a institucionalizacão de novas variantes do "eterno feminino", mesmo que venham apresentadas como parte integrante do processo de liberação da mulher.
O potencial de força das mulheres somente poderá ser mobilizado e usado em favor de sua verdadeira liberação, se o movimento feminista trilhar um caminho verdadeiramente revolucionário. Em outras palavras, se optar por uma mudança da ordem social e não na ordem social.
O anarquismo oferece instrumentos de organização e de luta revolucionária capazes de tornar realidade o potencial subversivo do feminismo.
Em sua origem, o feminismo representou um sério golpe nas estruturas de poder, em sua forma mais elementar e básica: o controle interpessoal, no jogo recíproco de força e consenso.
Mas a força do protesto feminista pode-se voltar contra as mulheres, se, em sua luta contra a dominação, decidirem aliar-se às instituições detentoras de poder: os partidos políticos e os aparelhos de Estado.
O Estado tornou-se (ou foi convertido em) interlocutor privilegiado do movimento feminista moderno, desde seu surgimento, e de forma cada vez mais íntima. Em seu diálogo com o Estado, o movimento das mulheres, ao formular suas reivindicações principais, terminou por assimilar-lhe a linguagem.
Dessa forma, adquiriram elas direitos que o Estado pode garantir, reformas que o Estado pode realizar e recursos que o Estado pode distribuir.
Ainda o Estado apresenta-se como agente garantidor de mudanças em esferas privadas que ele (Estado) não pode realizar diretamente, coma no caso de relações sexuais e afetivas homem – mulher.
: Da mesma maneira que a movimento operário, especialmente em suas formas sindicais institucionalizadas, o movimento feminista é, a todo momento, levado a negociar com o Estado. Por sen turno, o movimento feminista dispõe-se a esse tipo de negociação porque lhe parece que somente esta forma mostra-se capaz de impor respeito a maridos, patrões, pais, concidadãos, colégios, dirigentes de todo tipo, intelectuais, etc.
Essa interação movimento feminista - Estado é coerente com a lógica dos sistemas sociais vigentes. De fato, a função principal do Estado moderno é expressar e neutralizar as tensões e os conflitos causados por atritos entre sujeitos sociais, especialmente as relativos a classes sociais e sexos.
Todo movimento de protesto, a qualquer nível de luta, é necessariamente remetido ao Estado. E este dispõe dos recursos e mecanismos necessários para neutralizá-lo. Pode e tem reprimido protestos com o uso da violência, mas também tem e pode determinar realizar modificações funcionais do sistema, com vistas a reduzir as tensões, sem comprometer a sua autoridade e perpetuação.
A história do movimento operário, das lutas raciais, dos movimentos estudantis oferecem uma farta ilustração de como opera o mecanismo estatal de controle nas Sociedades modernas.
Sem dúvida, as mulheres obtiveram, sobretudo por parte do
Estado, o reconhecimento de certos direitos e melhorias parciais de sua condição. Na maior parte dos casos, estas vitórias das mulheres tornaram-se, também, vitórias do Estado, na medida em que significaram, em certa medida, um aumento da capacidade do Estado de controlá-las e a seu movimento.
Alguns organismos instalados a nível governamental têm toda a aparência de mecanismos permanentes de controle sobre as mulheres e seu movimento, como, por exemplo, comitês, comissões, institutos montados para estudar a mulher, formular soluções para seus problemas e, até, para montar e implantar projetos feministas.
Estes organismos e instituições multiplicam-se e proliferam em sociedades nas quais a movimento feminista tem provocado fortes impactos e possui articulações regionais e internacionais.
A despeito dessa interação, as relações mulheres - Estado estão longe de ser harmoniosas. Isso porque a Estado não resolveu - e nem pode resolver - as contradições que alimentam a revolta e a resistência das mulheres. Se, por um lado, oferece-se como um interlocutor e lhe fornece canais legais de reivindicações, por outros neutraliza seu potencial revolucionário e corrói seu potencial de libertação.
0 movimento feminista proclama, como principio, que o privado é político. Séculos de opressão demonstram que a afirmação é verdadeira sob todos as seus aspectos.
É chegado o momento, no entanto, de uma predominâcia da esfera privada sobre a pública. A primeira é vida e desejo. A segunda é ordem e imposição. Imposição que sempre vem sob a camuflagem de ajudar o desejo, desejo que é sempre posto a serviço da ordem. Porque se trata, aqui, daquele desejo que a ordem programou e daquela imposição que o desejo previu e a ela se sujeitou.
Para subverter este sistema, é necessário superar a linha imaginária que se construiu entre esfera pública e esfera privada. São duas faces da mesma moeda: a Estado - família e a família - Estado.
É necessário liberar a consciência para o fato de que, neste âmbito de solidão e luta, a moeda corrente é o controle.
Além de outras formas que devem ser liberadas, está aquela a que me referi no inicio - a feminilidade – e tal só pode ser feito se entendermos que é o poder que a produz e que são as mulheres as suas prisioneiras.



Nicole Laurin-Frenette Professora de Sociologia na Universidade de Montreal Membro do Instituto Anarchos, Montreal Canadá,in "Volontà", no. 4, 1982.revista anarquista trimestral editada na Itália

"Juvenal de Holanda Vasconcelos"

Nascido em Setembro de 1944, no Recife, o Juvenal do titulo e um músico conhecido mundialmente como Naná Vasconcelos. Já tocou com Itamar Assunção, Jon Hassel, Egberto Gismonti, Pat Metheny, e Jan Garbarek. Desde jovem se envolveu com tambores nos movimentos de maracatu. Durante toda sua carreira sempre teve preferência por instrumentos de percussão e nos anos 60se notabilizou por seu talento com o berimbau.



Eleito o melhor percursionista do mundo, oito vezes pela revista Down Beat, ele nunca deixou de lado as suas raízes. Começou a tocar aos doze anos com seu pai, em uma bandinha marcial do Recife. Naná Vasconcelos tem uma trajetória profissional única, dotado de uma curiosidade intensa que o permitiu ir da música do compositor erudito Vila Lobos até o roqueiro americano Jimi Hendrix. A originalidade e a qualidade de seu trabalho, são reconhecidas e apreciadas nacional e internacionalmente.

"Parsifal"

Ópera do alemão Richard Wagner, "Parsifal",estreou no Bayreuth Festspielhaus em Bayreuth no mês de julho de 1882. Sua ação se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. A redenção de Amfortas só poderia ser realizada por um "inocente casto" (significado da palavra "Parsifal"). Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o "inocente casto" que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal.


domingo, 28 de dezembro de 2008

"Coração de Futebol"

Brasileiro tem o Coração de Futebol, desde de pequenino já começa. Ainda na maternidade, pai, tios, tias, primas, primos, o primeiro presente, uma camisa do time favorito. O pai impõe, o tio vai na boa, os primos tentam convencer. E por aí a coisa vai. Mesmo antes de nascer já se discute o time da criança. Nos meus tempos de menino só os meninos, futebol é jogo de macho. Hoje em dia são meninos e meninas. Minha priminha em terceiro grau nem bem nasceum, é sãopaulina, imposição do pai, mas sua prima que nem nasceu ainda, pra Fevereiro, já é corintiana. E por aí vai. E é futebol na rua, nos grandes condomínios, nos clubes...antes nas varzeas. Pebolim, futebol de botão. Futebol todos os domingos. Coração de futebol, de tantos manés que viraram ronaldinhos, com poucos pelés...Coração de futebol, de todas as classes, de alegrias, mas de mais muitos choros. Do sucesso ao fracasso, da primeira a segunda divisão. Futebol de meus amores, desperta na alma uma paixão, talvez pela simplicidade, talvez pela emoção...
O futebol não é uma questão de vida ou de morte se mostra mais importante que isso...



O Futebol
Chico Buarque


Para estufar esse filó
Como eu sonhei

Se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual
Ao jogador
Qual
Compositor
Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental
Que um chute a gol
Com precisão
De flecha e folha seca

Parafusar algum joão
Na lateral
Não
Quando é fatal
Para avisar a finta enfim
Quando não é
Sim
No contrapé
Para avançar na vaga geometria
O corredor
Na paralela do impossível, minha nega

No sentimento diagonal
Do homem-gol
Rasgando o chão
E costurando a linha

Parábola do homem comum
Roçando o céu
Um
Senhor chapéu
Para delírio das gerais
No coliseu
Mas
Que rei sou eu
Para anular a natural catimba
Do cantor
Paralisando esta canção capenga, nega
Para captar o visual
De um chute a gol
E a emoção
Da idéia quando ginga
(Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para Didi para
Pagão para Pelé e Canhoteiro)




sábado, 27 de dezembro de 2008

"Ringo Starr - Sentimental Journey - 1970"

Esse foi o primeiro disco de Ringo Starr, depois da separação dos Beatles. Eu o possuia em vinil, depois comprei o Cd, contribuição da Vera que o achou em uma fussação, na antiga Planet Music da Avenida Rebouças. A voz suave de Ringo passeia por antigas composições, de forma clara e precisa, com arranjo definidos e bonitos. Os destaques são: Sentimental Journey; Bye Bye Blackbird;Stardust; Dream e Have I Told You Lately That I Love You. Um bom disco que cabe na coleção de um bom apreciador.

"Dândi Negro"

Filho de ex-cravos, nascido em 1906 e falecido em 1951, Lino Guedes foi o primeiro poeta negro que neste século, como escritor, se aceitou negro e publicou as "conseqüências". É considerado o iniciador da "negritude" no Brasil. Foi criado em Campinas, onde se diplomou pela Escola Normal "Antônio Álvares" e ainda jovem iniciou carreira de jornalista no Diário do Povo e no Correio Popular, daquela cidade. Trabalhou após no Jornal do Comércio, n'O Combate, no A Razão, no São Paulo - Jornal, Correio de Campinas, Correio Paulistano e no Diário de São Paulo, onde por muitos anos chefiou a Revisão. Teve também atuação na Imprensa Negra, sendo redator-chefe de Getulino, na década de 20. Em 1924, acompanhava-o na direção desse jornal o contista de Malungo, Gervásio Morais, que o secretariava. Lino Guedes teve boas relações de amizade com escritores respeitados em São Paulo. E recebeu comentários, com elogios, de nomes como Coelho Neto, João Ribeiro - o autor do clássico "O Folclore" (estudos de literatura popular); de Silveira Bueno. Mas nem sempre foi apreciado na coletividade negra paulistana. Apesar de fazer do negro tema de seus versos, é acusado às vezes de certo escapismo no que dizia respeito à luta social do elemento afro-brasileiro. No entanto isso, no caso deste comentário, não é o mais importante.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

"Somos Felizes"

Somos Felizes
porque nos encontramos
Somos Felizes
porque nos apaixonamos
Somos Felizes
porque caminhamos juntos



Somos Felizes
porque nos respeitamos
Somos Felizes
porque sonhamos juntos
Somos Felizes
porque unidos, somos um único ser



Somos Felizes
porque temos amigos sinceros
Somos Felizes
porque nossa casa está sempre cheia
Somos Felizes
porque sempre encontramos novos amigos



Razão de tudo
Unidos
Mesmo nos obstaculos a vencer
O quanto já passamos
Lutamos!
Vencemos... `
dda


"Open House"

"Natal, minha criança, é amor em ação. Toda vez que nós amamos, toda vez que nós damos, é Natal." (Dale Evans Rogers)



Vera e eu, ontem, abrimos as portas da nossa casa, como tradicionalmente fazemos no dia 25 de dezembro. Amigos, irmãos, filhos, tios, tias, primos e sobrinhos, numa bela confraternização. Um e outro que falta aparece no proxímo ano. Natal não é para ganhar presente, é sim uma festa para ficar junto de quem você gosta e de quem gosta de você. O nosso Cristo estava presente e olhando para todos. Abraços afetuosos, sorrisos que se espalham no ar, gestos de carinho. E de repente todos estão tomados
pelo se querer bem.



"Eu sempre pensei em Natal como um tempo bom; um bem, perdão, generosidade, época agradável; uma época em que os homens e mulheres parecem abrir os corações deles/delas espontaneamente, e assim eu digo, Deus abençoe o Natal!" (Charles Dickens)