Às 2h de sábado, um incêndio consumiu a sala de máquinas da Estação Antártica Comandante Ferraz. Relatos de cientistas que estavam na EASCF indicam a ocorrência de uma explosão. Dois militares brasileiros morreram o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos.
Pouco de Tudo
Eclético e Desespecializado
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Pequeno Flautista
Instrumento oco... de sopro
Aerofone do fluxo...
Ar dirigido...
Escolhas...
O menino toca
A ilusão começa
Pequeno flautista
Revolução...
Transformação das notas
Despreocupação com o amanhã
Sentado... produzindo sons
Exaltação...
Ah! Se eu pudesse produzir
Ah! Se eu tivesse um fluxo
Ah! Se meu ar não se extinguisse
Ah! Se eu não tivesse perdido a ilusão
Menino do amor
Menino dos bichos
Menino da revolução
Menino da despreocupação
Menino dos sons
Devolva meus sonhos...
Devolva minha produção...
Devolva meu fluxo...
Devolva meu ar...
Devolva minha ilusao...
Me ensine a viver de novo
DDA
Esta foto provavelmente vai render mais coisas por aqui.
No Aniversário da Maria Candida...
No dia 23 de Janeiro de 2012 estivemos comemorando o Aniversário de nossa querida e grande amiga Maria Candida...
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Homenagem a Pery Ribeiro
Com três anos de idade deu voz ao anão Dengoso no desenho “Branca de Neve e os Sete Anões” da Disney, Pery Oliveira Martins era filho da cantora Dalva de Oliveira e do compositor Herivelto Martins. Foi o primeiro artista a gravar a música “Garota de Ipanema”.
Na chegada da adolescência passou a fazer shows profissionais. Nos anos 50, passou a adotar o nome artístico de Pery Ribeiro, por sugestão do radialista César de Alencar. O primeiro disco foi gravado em 1960, mesmo ano em que estreou como compositor com a música "Não Devo Insistir", com Dora Lopes. Em 1961 foi o intérprete de "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria.
Estava internado havia 30 dias no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte, para tratar de uma endocardite. Morreu na manhã de sexta-feira (24), aos 74 anos, vítima de um infarto.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Torne-se Um Lago
"Com o alvorecer do Ano Novo, todos os portais fechados das limitações serão totalmente abertos, e eu passarei através deles para alcançar os vastos campos onde os meritórios sonhos da minha vida serão realizados".
Paramahansa Yogananda
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago; então, o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não! - disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.
Recebi da Vera, meu anjo e amor, por E-mail.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Ai Mocinho
Sempre gostei muito de histórias de bang bang, assim uma de minhas revistas preferidas quando era criança era a “Ai Mocinho” que contava as aventuras dos heróis do faroeste. Publicação da EBAL era toda em preto e branco com desenhos não muito ricos em detalhes, porém, cheio de situações engraçadas e dramáticas. Aqui vai uma mostra.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O Modernismo e a Semana de Arte Moderna de 1922
A partir da 1ªGuerra Mundial, houve no mundo um rompimento com a estética artística mundial, aparecendo as mais radicais opções artísticas como: o cubismo, expressionismo, surrealismo e dadaismo. Essas manifestações artísticas representaram uma transformação sem limites, pois romperam com a tradição renascentista, criticando a representação naturalista. Procurava –se não reproduzir a natureza, mas deforma – la.No Brasil o rompimento com a estética tradicional deu – se a partir dos anos 20, culminando com a semana de arte moderna. Representou o esforço em mudar a linguagem artística.
O Brasil passava por uma série de transformações: a industria crescia e o poder das oligarquias começava a ser questionado. Assim a elite intelectual brasileira em contato com a européia se sensibiliza com as modificações artísticas.
Entre 1917 a 1922, intensificaram – se, o contato com os europeus e a divulgação das idéias modernistas, através de jornais. Os jovens intelectuais, como Anita Malfatti, Mário de Andrade, Villa - Lobos, Manuel Bandeira Di Cavalcanti e Owvald de Andrade, entre outros, criaram através da combatividade um grupo coeso, lançando – se como um movimento.
A Semana de Arte Moderna se realizou entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, no teatro Municipal de São Paulo, com a apresentação de diversos artistas modernistas, causando celeuma e várias criticas e discussões, o ambiente cultural era mexido. Mas não só ele, pois a critica cultural, levou a critica política, denunciando o poder das oligarquias e lutando contra elas.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Pastelzinho
Hoje fui pra cozinha e fiz uns pasteizinhos, hum! Que delicia!
Fiz de queijo, pizza, frango e carne. Pastel é muito bom pena que gasta muito óleo.
Vera adorou!
Chama-se pastel uma massa de farinha recheada, que é frita ou assada no forno, o meu foi frito. Derivado do tradicional "Rolinho Primavera" da culinária chinesa, o pastel popularizou-se no Brasil graças aos imigrantes chineses. Contudo, sua popularização na cultura brasileira, veio das mãos dos imigrantes japoneses que, por ocasião da II Guerra Mundial, abriram redes no intuito de se passarem por chineses, livrando-se, dessa forma, da discriminação que havia na época em razão da aliança entre alemães, italianos e japoneses.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Jeca Tatuzinho
Monteiro Lobato é um dos grandes nomes da literatura brasileira. Nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Jeca Tatu é um personagem criado por Monteiro Lobato em sua obra Urupês, que contém 14 histórias baseadas no trabalhador rural paulista. Simboliza a situação do caboclo brasileiro, abandonado pelos poderes públicos às doenças, seu atraso e à indigência.
Este livrinho que aqui apresento fez parte de minha infância, era distribuído gratuitamente nas farmácias, propagando do Biotônico Fontoura.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Torresminho
Um bom pedaço de barriga de porco, uma frigideira, óleo, faz-se um belo torresminho pururuca, belo sabor da cidade. Não dá pra exagerar, mas de vez em quando é muito bom. Vale a pena. É uma contribuição da culinária de Portugal, com alguns retoques dos temperos trazidos pelos escravos da África. Antigamente, era só uma maneira de se obter a banha de porco, mas na Bahia colonial, os escravos passaram a consumi-lo diretamente.O torresminho é um delicioso petisco associado à comida mineira, sendo apreciado acompanhado de um aperitivo - aguardente - e utilizado também na feijoada e no feijão tropeiro. Pode acompanhar também qualquer bebida, sendo comum seu uso como tira-gosto, e igualmente comum seu consumo com cerveja.quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
1978 - A Copa Que Não Acabou...
Existem momentos no futebol que são ricos, extremos, conflitantes, contraditórios e inesquecíveis, por isso a Copa do Mundo de 1978 não acabou...
Pena que em nosso imaginário não foi por nenhum jogo memorável e sim por uma acusação de fraude. Futebol não é isolado; uma coisa amada pelos fãs e detestada por quem não gosta. Futebol faz parte do social, portanto relaciona-se com todos os segmentos de nossa vida.
“Futebol e Ditadura”, que livro fascinante seria; como regimes totalitários se serviram da nobre arte. Claro que podemos relacionar o esporte em geral com política, mas este artigo é sobre a Copa do Mundo de 1978 de Futebol.
Escândalos não faltaram, com denuncias de suborno e pressões, tudo preparado para a Argentina ser Campeã. Não, não estou sendo ufanista ou chorando pela derrota de nossa seleção. Naquela época se a Copa fosse no Brasil as pressões e subornos seriam para nosso lado. As ditaduras da América Latina passavam por um declínio e logicamente tentavam se segurar com musicas e filmes ufanistas e principalmente com o futebol, paixão em quase todo o continente. Assim os regimes militares usavam o futebol como instrumento político. O ápice disso ocorreu na Argentina em 1978, com o jogo Argentina Seis Peru Zero, resultado que prejudicou a seleção brasileira, que ficou fora da final contra a Holanda. Aqui um parêntese; como já disse não estou chorando, acredito que apesar de invicta no torneio, aquela seleção de 78 foi uma das piores que formamos e em minha opinião mal treinada pelo técnico Cláudio Coutinho, mas ficou claro que os peruanos entregaram o jogo.
Na Argentina, desde o ano passado o juiz Norberto Oyarbide abriu um processo de investigação contra o ex-ditador peruano Francisco Morales Bermudez, pedindo sua prisão por crimes de tortura, sequestros e assassinatos, isso desencadeou a volta da discussão sobre aquela partida, sustentando a tese de que seu resultado foi um pacto político entre as ditaduras argentina e peruana. Assunto fascinante para um historiador analisar.
Uma testemunha chave é o ex-senador peruano de oposição, Genaro Ledesma que afirma saber detalhes da História, pois foi um dos pontos chaves da conspiração.
Futebol faz parte da vida de várias pessoas em todo mundo, está no cerne da cultural, despertando paixões e ódios, portanto é usado como instrumento político. Acredito que a discussão destes assuntos sobre a Copa na Argentina são importantes para compreendermos e analisarmos o Momento Histórico que abalou o mundo sul-americano. Não como revanchismo ou choradeira, mas como ciência.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Movimentos Nativistas
Qual era a função de uma colônia? Era a de suprir as necessidades de sua metrópole. Agora imagine – se um colono, você é rico, poderoso possui várias terras e planta açúcar, só que a maioria dos lucros vão para Portugal, sua Metrópole, você ainda tem de obedecer as leis portuguesas e pagar impostos a Portugal, ou seja está totalmente na dependência, não tem direito de comercializar por conta própria nem de estabelecer o preço de seu produto. É contra isso que os colonos se rebelam, eles querem uma maior liberdade, andar por seus próprios pés sem as intervenções de suas Metrópoles.
No Brasil, no inicio do século XVIII, começam os movimentos que se manifestam de alguma forma contra o controle da Metrópole. Os historiadores tradicionais apontam esses movimentos, colocando o amor a Pátria manifestados pelos brasileiros, isto é amor a sua terra natal, por isso chamaram de movimentos nativistas. Era uma visão romântica da História do Brasil, acreditando que os brasileiros lutavam por amor à nacionalidade. Hoje em dia os historiadores vão por um outro caminho, abandonaram esta visão romântica, analisando os acontecimentos pelo seu lado econômico, social, político e cultural, dessa forma podemos ver que os movimentos chamados de nativistas aconteceram provocados por acontecimentos específicos e localizados em um determinada região, sem ter ainda um sentimento de nacionalidade e sem uma visão geral do que acontecia por toda a colônia, não existia uma visão mais ampla da Pátria ou da nacionalidade.
Procure perceber, por causa de suas dimensões cada região do Brasil Colônia tinha seus problemas específicos e os moradores desses locais se preocupavam com seus interesses próprios, não se preocupando com os interesses das outras regiões, por isso não apareceu neste momento um sentimento nacional, quando se falava em separação neste período, se falava em resolver os problemas de uma região e não de uma nação unida.
Outra característica desses movimentos que se pode realçar, é quanto a questão da libertação dos escravos, os senhores de escravos tratavam de não examinar este assunto, para eles o escravo era importante e faria falta perde – los, ao contrário para as camadas médias e para os mais pobres era necessário que os movimentos discutissem todos os assuntos importantes, tendo um objetivo igualitário de reforma social.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Lampião
Um romance verdadeiro chamado Lampião, em sua saga de cangaceiro encontramos elementos de aventura, romance, violência, amor e ódio das grandes histórias da humanidade. Uma verdadeira lenda do nordeste brasileiro. Odiado e idolatrado com igual intensidade, estando sua imagem viva no imaginário popular mesmo após 60 anos de sua morte. Sua influência nas artes - música, pintura, literatura e cinema - é impressionante. Apresento um artigo que foi publicado na “Revista de História" da Biblioteca Nacional” deste mês de fevereiro de 2012.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Criações
Sai de casa e me dei conta; não pequei a chave. A porta trancou por dentro e eu sem chave. Resolvi viver novo dia, ficar sem rumo, passear. Tirar alguma coisa do nada. Refestelar. Encontrar amigos, viajar. Querer pessoas sem egoísmo, que vejam o bonito do mundo.
Totalidade do universo, as maravilhas da criação. Condição de livre. De perdido. Perdido em elementos de meu próprio ser. Ser o que quiser. Afastar-me da condição de humano e andar por todos os caminhos. Perder-me em pensamentos lúdicos. Lúcido, querer achar novas formas de criação.
Criar, ato maior de todos os seres. Humanos ou não. Sair de mim mesmo para elaborar novas técnicas e novos sentimentos. Realizar, obter frutos, fundar nova obra, gerar um invento. Construir aquilo que não se pode construir. Totalizar. Portanto remexer.
Mexer muito consigo mesmo. Revolver, agitar, remoer, sacudir. Ser verbo intransitivo; escarafunchar, esgaravatar, esgravatar e procurar. Não passar em branco.
Ser Remexedor...
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
Cabeça
Walter Franco sempre esteve na vanguarda, autor maldito até hoje é desconhecido do grande publico, apesar de seus 67 anos, mas causou furor e fúria do publico em festivais dos anos 70 e 80.
"Cabeça" foi longe, mudou a estética da música popular brasileira, é música concreta "in concreto".
Que é que tem nessa cabeça irmão
que é que tem nessa cabeça, ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba irmão
que é que tem nessa cabeça saiba ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba que ela não pode irmão
que é que tem nessa cabeça saiba que ela pode ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba que ela pode explodir irmão
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Coisas da Vida
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Mário Quintana
Coisas da Vida
Rita Lee
Quando a lua apareceu
Ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde
Mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer
Ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano
Nessas horas de partida
É o fim da picada
Depois da estrada começa
Uma grande avenida
No fim da avenida
Existe uma chance, uma sorte
Uma nova saída
São coisas da vida
E a gente se olha, e não sabe
Se vai ou se fica
Qual é a moral?
Qual vai ser o final
Dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer
Por isso eu digo
Que eu não tenho muito o que perder
Por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer
Por isso sonho
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Tarzan
Tarzan é um personagem de ficção criado pelo escritor americano Edgar Rice Burroughs na revista pulp All-Story Magazine em 1912 e publicado em formato livro em 1914. O personagem apareceu em mais vinte e quatro livros e em diversos contos avulsos. Outros escritores também escreveram obras com o herói: Barton Werper, Fritz Leiber, Philip José Farmer etc. Ele representa o mito do ser - humano em harmonia com a natureza e em conflito com a humanidade, questionando a ambição do homem e os valores morais da nossa sociedade.
Harold Foster foi o primeiro artista a desenhar o herói: em 1929 foram publicadas as sessenta tiras diárias de "Tarzan of the Apes"; Foster só voltaria ao personagem em 1931, desenhando páginas dominicais coloridas. Ele é responsável por várias inovações de inspiração cinematográfica: campo e contra-campo, grandes planos e contraluz. Ele seguiu fielmente os livros de Burroughs e nunca usou balões e, sim, textos incorporados aos quadrinhos. A partir de 1937, Foster foi substituído por Burne Hogarth, o maior ilustrador do herói.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Fahrenheit 451
"Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, eu me calei. Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, eu não protestei. Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, eu me calei. Então, eles vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu me calei. Então, quando vieram me buscar... Já não restava ninguém para protestar". - Martin Niemoller
A temperatura a que um livro se inflama e consome: Fahrenheit 451
As pessoas altamente hipnotizadas por um aparelho conhecido, a televisão. Livros fazem mal, jogam idéias. Opiniões próprias são consideradas anti-sociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido.
Este é o ponto de partida do livro de Ray Bradbury, Fahrenheit 451. Escrito após a segunda guerra mundial, ainda sob os efeitos do nazismo. Tem como enredo uma sociedade futura em que os livros são contra a lei e quem os lê é perseguido e preso. Os bombeiros não apagam fogo e sim vivem para queimar os livros.
Este é o ponto de partida do livro de Ray Bradbury, Fahrenheit 451. Escrito após a segunda guerra mundial, ainda sob os efeitos do nazismo. Tem como enredo uma sociedade futura em que os livros são contra a lei e quem os lê é perseguido e preso. Os bombeiros não apagam fogo e sim vivem para queimar os livros.
Romance de várias interpretações, mas a meu ver, uma critica ao nazismo e à sociedade autoritária que ele produz pela supressão de idéias dissidentes, formando, assim, um mundo vazio, sem conteúdo interior e com medo de questionar seu próprio ambiente. As conversas são inexpressivas e sem sentido. As pessoas tentam alcançar o estado de felicidade sem ao menos saber o que ela é ou o que significa, tornando-se meros fantoches nas mãos dos poderosos. Na realidade pessoas infelizes, sem emoção, incapazes de produzir amor, portanto incapazes de encaminhar sua própria história.
“Era um prazer muito especial ver as coisas arderem, vê-las calcinar-se e mudar.
Punho de cobre na mão, armado desse imensos, que cuspia o veneno da sua gasolina sobre o mundo, sentia o sangue bater-lhe nas têmporas e as suas mãos tornavam-se as mãos de uma espécie de maestro prodigioso dirigindo todas as sinfonias do fogo e do incêndio, ao ritmo das quais se desmoronavam os farrapos e as ruínas carbonizadas da história.
Avançou, entre um fulgor de pirilampos.
Teria gostado acima de tudo, segundo a velha tradição, de mergulhar no braseiro uma alcachofra presa na ponta de um pau, enquanto os livros, com um bater de asas, morriam no umbral da casa e no jardim. Enquanto os livros se estorciam entre nuvens de fagulhas e partiam, calcinados, com o vento.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Colônia Cecília
“Se não houver frutos, valeu pela beleza das flores; se não houver flores, valeu pela sombra das folhas; se não houver folhas, valeu pela intenção da semente”. – Henfil
Uma experiência que buscou pôr em prática os princípios anarquistas e que nasceu em 1890 no estado do Paraná, é o aspecto mais conhecido do anarquismo italiano no Brasil e sua primeira manifestação.
A conquista do Brasil se construiu através de um sistema conservador, com predominante domínio das elites, mantendo dependência em relação aos interesses externos.A Colônia Cecília é um exemplo que aconteceu também uma resistência a esse domínio, desafiando, ameaçando, desestabilizando e até destruindo em certo sentido as formas de opressão constituídas. Foi uma comuna experimental baseada em premissas anarquistas, fundada em 1890, no município de Palmeira, no estado do Paraná, por um grupo de libertários mobilizados pelo jornalista e agrônomo italiano Giovanni Rossi. Podemos dizer que se constituiu numa utopia concreta baseada no trabalho, na vida e no amor libertário.
O experimento terminou por vários motivos. O principal foi a pobreza material, chegando mesmo a condições de miséria. Em segundo lugar, a hostilidade da vizinha comunidade polonesa, fortemente católica. O próprio clero e as autoridades locais promoveram o ostracismo dos anarquistas. Havia também as doenças, ligadas à desnutrição à falta de condições de saneamento adequadas e os problemas internos ligados às dificuldades de adaptação ao estilo de convivência anarquista, particularmente no tocante ao amor livre, que, embora teoricamente fosse aprovado por todos, na prática, despertava temores, especialmente entre as camponesas. Os imigrantes italianos se transferiram para várias regiões do Brasil, contribuindo, assim, para o surgimento do movimento sindical no país. Ficaram em Palmeira apenas três famílias.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Parabéns São Paulo...
458 anos
A cidade de Sampa
Rica em fatos históricos
colégio, bandeirantes, café, imigrantes, miscigenação
Nobreza...
Lugar de ódios
Filtro do país
Ouro da cultura
colégio, bandeirantes, café, imigrantes, miscigenação
Sutileza
Adoniran seu cantor
Arnesto do samba
Brás, Barra Funda, Avenida Paulista
colégio, bandeirantes, café, imigrantes, miscigenação
Riqueza
Estilo do mundo
Área de concentração
Morumbi Cracolândia
colégio, bandeirantes, café, imigrantes, miscigenação
Pobreza
Queria caminhar por suas ruas
Conhecer em si cada meandro
Humana que és
Saborear tua comida
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Alice
Alice caiu por um burraco!
Desceu, desceu e desceu...
Foi dar numa toca. Entrada de um tunel, um caminho. Para onde?
Mundo novo. Alice nao conhecia.
Tinha robô, tinha computador, tinha telefone celular, tinha televisão que parecia cinema. Muitos acontecimentos passaram a se encadear. Estava cansada de tanta monotonia, todo dia reclamava de fazer a mesma coisa. E de repente coisas rápidas, que nem teve tempo de pensar.
Alice que estava acostumada com o tempo do vento, da chuva, da neve e do sol, agora tinha de viver com o tempo do relógio.
Alice se desesperou. Chorou. O que fazer? Quero voltar para a realidade. Minha realidade.
Sempre foi mandona.
Sempre foi criativa.
Sempre foi tagarela.
Sempre foi alegre.
Agora infeliz, nao consegue criar.
A um tempo atrás conversava com os bichos, adora seu gatinho, agora não tem bichos ao natural, só de lata, animais criados pelo homem, mas não consebidos.
Alice do espelho.
Passava os dias e ela não sorria mais. Entrou em profunda tristeza. Lembrava dos tempos dos peixinhos no aquário. Alice desolada.
Precisava descobrir a melhor maneira de viver.
Ficava sentada, de olhos fechados, pensava que queria voltar para os tempo das maravilhas. Queria sair de sua realidade sem graça, cheia de máquinas. Queria o capim agitado. O cheiro do ar. Queria ouvir os choros do bebê. Queria passear pelo quintal da fazenda, ouvir o mugido da vaca. O clamor confuso de seus sonhos. Ter o coração simples e carinhoso de sua infância.
Alice da imaginação...
Alice brilhante e curiosa.
Alice com muitas histórias estranhas.
Alice que queria a volta dos dias felizes do verão.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
30 Anos de Saudades
Uma vez assisti a uma entrevista de João Marcelo Bôscoli, filho de Elis Regina, dizendo mais ou menos assim, “para os artistas, às vezes era bom morrerem cedo, pois não entrariam em decadência”, citando o caso de sua mãe. Lógico que escrevo mais como fã, não a conheci pessoalmente, mas acho que a decadência nunca viria para Elis. Explico: seu apelido era pimentinha, e como pimenta iria arder para sempre, sempre se renovando e evoluindo, como sempre aconteceu em sua carreira, tinha espírito transformador e na minha analise de fã, saberia acompanhar o desenvolvimento do mundo. Acredito que não iria se acomodar. Mas isso é apenas elucubração, pois a maior cantora brasileira morreu em 1982 aos 37 anos de idade.
Na quinta-feira passada, dia 19 de janeiro de 2011, a morte de Elis Regina completou 30 anos.
Elis era completa, atrevida e extremamente transformadora, nunca houve no Brasil, cantora como ela, aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pela bossa nova, o samba, o rock ao jazz. Surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV. Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões.
Lembro dela no show do antigo Teatro Bandeirantes, “Falso Brilhante”, assisti uma pancada de vezes e seu disco foi furado pela minha vitrola. Ao longo de toda sua carreira registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Lançou compositores novos como: Guilherme Arantes, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco e Milton Nascimento, impulsionando-os no cenário musical brasileiro.
Faleceu devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, e bebida alcoólica. O laudo médico foi elaborado por José Luiz Lourenço e Chibly Hadad, sendo o diretor do IML Harry Shibata, médico conhecido por seu envolvimento no caso do jornalista Vladimir Herzog .
domingo, 22 de janeiro de 2012
Tradição e Cultura
Só poderia vir da Grécia, lugar da polis, lugar do teatro, lugar do mito, lugar da tradição. Transmissão. Sentido da consciência; as pessoas são mortais havendo necessidade de se formar um nexo de conhecimento entre as gerações. Deve estar em seu contexto próprio: tradição cultural, tradição religiosa, tradição familiar e outras formas de experiências e práticas.
No Brasil não encontramos uma tradição homogênea, e sim um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam juntas, a cultura nacional.
O povo brasileiro é estritamente heterogêneo, constituindo um mosaico étnico, mas por causa da colonização portuguesa, podemos falar em raiz cultural lusitana; falamos o português e a maioria da população é católica. Mesmo assim existem as diferenças regionais, outros grupos étnicos deixaram influências profundas, no âmbito da música, da culinária, do folclore, do artesanato, dos caracteres emocionais e das festas populares. Os estados do Norte têm forte influência da cultura indígena, enquanto algumas regiões do Nordeste têm uma cultura bastante africanizada, sendo que, em outras, principalmente no sertão, há uma intensa e antiga mescla de caracteres lusitanos e indígenas, com menor participação africana.
Somos um país mesclado, mas somos um país. O interesse oficial pela preservação do patrimônio histórico e artístico no Brasil começou com a instituição em 1934 da Inspetoria de Monumentos Nacionais. O órgão foi sucedido pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e hoje o setor é administrado nacionalmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Devemos conhecer nossa cultura, somos unidos por sua causa, devemos ter orgulho dela e defendê-la a todo custo.
Os elementos culturais são: artes, ciências, costumes, sistemas, leis, religião, crenças, esportes, mitos, valores morais e éticos, comportamento, preferências, invenções e todas as maneiras de ser, sentir, pensar e agir, pode ser considerada como tudo que o homem, através de sua inteligência, consegue executar, portanto todos os povos e sociedades possuem sua cultura por mais tradicional e arcaica que seja, pois todos os conhecimentos adquiridos são passados das gerações passadas para as futuras.
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