
A Idade Média, segundo os historiadores, ocorreu se entre os séculos V e XIV, onde predominou na Europa Ocidental o Feudalismo. Entre os séculos XI e XIV este momento histórico, começa a se transformar, houve um grande aumento da população e ocorreu o renascimento do comércio e das cidades.
O século XIV, na Europa foi o caos: muitas guerras, muitas revoltas, para não contar com a peste negra, aonde pessoas morriam da noite para o dia, famílias inteiras eram aniquiladas, foi um momento negro na História do Ocidente, que desestruturou a Idade Média de vez, inaugurando uma nova época na vida dos povos europeus.
O século XV é um século de mudanças, inaugurou um novo período histórico na Europa ocidental: a terra tão importante na Idade Média, perde parte de seu valor, as relações de dominação e exploração vão mudando. Esta sendo inaugurado um novo momento na História, que se denominou chamar de Idade Moderna ou Modernidade.
Como todo período histórico, a modernidade possui uma série de características e momentos importantes.
O mundo moderno em vários aspectos constituiu uma negação ao mundo medieval, culminando em seu oposto, embora ainda conservando algumas de suas características. O processo histórico é lento e gradual, as transformações não acontecem por completo da noite para o dia. Assim podemos chamar a Idade Moderna de um período de transição. Foi o momento de consolidação dos ideais de progresso e desenvolvimento, que reforçou o pensamento racionalista e individualista.
Na Idade Média o rei não tinha muito poder, este estava nas mãos dos senhores feudais que mandavam em seus feudos, sendo, nestes locais mais poderosos do que o rei. É o que chamamos de poder local. A partir do Renascimento do Comércio, apareceu na Europa uma nova classe social, a burguesia, Ligada a atividade mercantil, logo passou a reivindicar algumas mudanças: era necessário unificar o reino.
A partir do século XV, os reis tornam – se absolutista, isto é, centralizam o poder em suas mãos Com ajuda dos nobres e dos burgueses, eles formam os Estados Nacionais, que tem as seguintes características: centralização e unificação administrativas; formação de uma burocracia, isto é um grupo de pessoas especializadas nos negócios administrativos; formação de um exercito nacional; unificação monetária e dos impostos e justiça real. Os reis passam a exercer a autoridade máxima perante a nação.
O rei passa a possuir muito poder, mas esse poder não é ilimitado, ninguém governa sozinho, eram ajudados por seus ministros, homens de confiança. Por outro lado, o Estado absolutista, dependia dos impostos e dos recursos gerados pelo comércio, sendo o progresso e o desenvolvimento das atividades mercantis fatores para sua preponderância e opulência. Assim os cargos do governo eram mantidos por representantes da burguesia em conjunto com os tradicionais elementos da nobreza. Nenhum dos Estados absolutos pôde jamais dispor segundo o livre arbítrio da liberdade e das propriedades fundiárias da nobreza e da burguesia, nem conseguir tão pouco levar a cabo a centralização administrativa ou a unificação política. De fato a monarquia absoluta no Ocidente foi, portanto, sempre duplamente limitada: pela persistência de corpos políticos tradicionais colocados abaixo dela e pela presença de uma lei moral situada acima. Por outras palavras, a dominação do absolutismo exerceu se, no fim de contas, necessariamente nos limites das classes cujos interesses ele preservava.

Para justificar este poder muitos teóricos da época preocuparam – se em mostrar que o poder real era legitimo. Homens como Jean Bodin, Jacques Bossuet, Thomaz Hobbes e Nicolau Maquiavel, mostraram em suas obras, o direito divino e social do rei em governar.




























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